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Critica: Uma Aventura LEGO


3 de maio de 2014 - 12:11 - Flávio Pizzol

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Não importa se essa é maior campanha publicitária já exibida nos cinemas, por que Uma Aventura LEGO é uma das melhores animações produzidas nos últimos anos. Visual incrível, referencias à cultura pop e criticas ácidas são alguns dos elementos que marcam um filme realmente diferente.

O filme conta a história de Emmet, um construtor normal que segue todas as instruções possíveis para se encaixar na sociedade. Tudo muda quando ele se transforma no Especial, que seria um mega construtor escolhido para salvar o mundo do Lorde Negócius.

A história parece e é muito clichê, mas todas as ideias são reutilizadas de maneira inventiva e diferenciada. Partindo do princípio de que “nada se cria, tudo se copia”, podemos dizer que o roteiro de Phil Lord e Chris Miller é extremamente sagaz e lida muito bem com isso, já que os clichês não conseguem incomodar nem crianças e nem adultos.

Crianças e adultos que são, juntos, o público-alvo do filme. Os mais velhos, logo de cara, serão surpreendidos por criticas ácidas à alienação e muitas referências ao livro 1984, de George Orwell. Mas como era de se esperar, aos poucos as criticas vão dando espaço para lições de moral voltadas para o público mais novo.

Outro aspecto genial da animação são suas referências ao universo LEGO e a cultura pop. Os mundos que fazem parte do filme são conjuntos que já foram lançados pela empresa, incluindo o conjunto baseado no jogo Speed Racer, que aparece em um flash quando Lucy fala desse universo.

As referências não param por aí e continuam em quase todos os personagens do filme. Como a animação é uma parceia entre a LEGO e a Warner, você pode esperar a aparição de qualquer personagem que faça parte de qualquer uma dessas empresas. Temos Simpsons, Tartarugas Ninjas, jogadores da NBA, presidentes americanos e até monumentos. Temos até a participação da Millenium Falcon, com Han Solo, Lando, C3PO e Chewbacca. Ainda é genial ver Gandalf e Dumbledore sendo confundidos e trabalhando juntos. Sem contar que a animação reuniu a Liga da Justiça nos cinemas antes da DC Comics, já que vemos Superman, Batman, Mulher Maravilha e Lanterna Verde juntos.

Mesmo tendo um desenvolvimento simples, o filme anda muito bem e não deixa que a atenção de ninguém se perca. As cenas de ação se intercalam muito bem com a história e com as muitas piadas e assim o filme não prioriza nada em detrimento de outras qualidades. Tudo funciona bem dentro do contexto criado para o filme, que ainda tem um final em live-action muito interessante.

A direção dos mesmos Phil Lord e Chris Miller é uma característica à parte. Os dois já demonstraram sua qualidades em outros dois filmes sensacionais (Tá Chovendo Hambúrguer e Anjos da Lei) e não decepcionam em nada dessa vez. Na verdade, esse é provavelmente o melhor filme deles, por que une a qualidade de história com cenas de ação intensamente criativas e coloridas.

Logicamente, as cenas de ação tem um algo a mais. Tudo é feito em LEGO, desde tiros até a água, passando por explosões e tudo mais que você imaginar. E a criatividade tem que ser imensa para superar as dificuldades que seriam geradas pela falta de movimentos das peças. Eles conseguem usando o que parece ser uma mistura de computação gráfica com um stop-motion inventivo, que no inicio até incomoda um pouco, mas logo o público se acostuma e entra na história.

Falando em entrar na história, o 3D é muito bom, mesmo que escureça o ambiente multicolorido em alguns momentos. A profundidade é interessante, já que muitas coisas ocorrem simultaneamente em primeiro e segundo plano, e lançamento de peças na cara do espectador também.

Com relação aos dubladores, Phil e Chris tem em mãos o elenco dos sonhos. No grupo principal podemos destacar Chris Pratt (Emmet), Will Arnett (Batman), Allison Brie (unicórnio que eu não sei o nome), Elizabeth Banks (Lucy), Charlie Day (Benny), Will Ferrell (Lorde Negócius), Morgan Freeman (Vitruvius) e Liam Neeson (Bad Cop). Sem contar as participações de Jonah Hill, Will Forte, Cobie Smulders, Channing Tatum e Anthony Daniels, como C3PO (seu personagem em Star Wars).

A dublagem brasileira não incomoda, mesmo mudando o sentido de algumas frases, mas a versão legendada é muito melhor, graças ao ótimos trabalhos vocais desses atores brilhantes.

É um filme criativo e visualmente perfeito, que vai cativar todo tipo de público com seu roteiro quase perfeito. Já falei quase tudo de bom que o filme tem e só posso finalizar dizendo que é difícil alguém não gostar de Uma Aventura LEGO.

OBS 1: O marketing realmente funciona, por que você vai sair do filme querendo muito comprar vários conjuntos LEGO.

OBS 2: Aí está a Liga da Justiça: