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Tudo Bem No Natal Que Vem nos faz revistar os anos que deixamos pra trás e sentir saudade do que já passou


O clichê, por definição, é algo como uma “expressão que peca pela repetição, pelo lugar-comum”. Aquela repetição incansável que todos sabemos como se dá, e pra onde leva.

O clichê pode ser nossa rotina de trabalho, de acordar, levantar, escovar os dentes, comer, trabalhar, dormir. O nosso dia-a-dia. E ele é tão clichê que a gente se acostuma a tal ponto de gostar da rotina e se sentir confortável dentro daquele momento.

E o natal é um clichê.

Reunir a família (em anos normais), com as mesmas piadas, as mesmas histórias, os mesmos doces, as mesmas brigas e as mesmas risadas. Tudo isso tem um tempero de lugar-comum, que se repete a cada ano e ajuda a criar esse espírito natalino tão gostoso em nossas vidas.

Mas em Tudo Bem No Natal Que Vem esses clichês são colocados dentro de um pote e chacoalhados até tudo se misturar e criar um filme gostoso de assistir, e apesar de sua simplicidade, brinca justamente com essa repetição e tira lições importantes desse feriado.

tudo bem no natal que vem é o primeiro filme natalino brasileiro da netflix

Foto: Divulgação Netflix

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Tudo Bem No Natal Que Vem tem a história de milhares de lares no Brasil

Tudo Bem no Natal Que Vem chega na Netflix com a missão de ser o primeiro filme brasileiro natalino do serviço de streaming.

O longa conta a história de Jorge, vivido por Leandro Hassum que, após levar um tombo do telhado na véspera de Natal, acaba desmaiando e acorda um ano depois sem lembrança do que se passou. Ele logo percebe que está condenado a continuar acordando na véspera de Natal, ano após ano, tendo que lidar com as consequências do que seu outro “eu” fez nos demais 364 dias.

Uma premissa até bem simples, que já conhecemos de outros carnavais. E de fato Tudo Bem No Natal Que Vem tem uma pegada de Click (2006) e Feitiço do Tempo (1993) que faz a gente encaixar o filme numa caixinha clássica, que pode ser sempre bom revisitar algum dia.

Questionei Hassum sobre esse tom do filme e a forma como ele encarou o personagem e, em entrevista (vídeo abaixo) para divulgação do filme, ele disse que: “Tudo Bem No Natal Que Vem representa justamente um natal nosso, brasileiro. Falando das nossas tradições e é um filme com muita identificação. Então, a inspiração vem de uma pessoa que vive justamente esse tipo de Natal”.

Essa proximidade com nosso natal, mais quente, sem esses detalhes mais americanos, deixa sim o filme com um tom bem mais caseiro. A gente tem a ciência que ele não quer ser maior do que se propõe, mas pode emocionar em dadas circunstâncias.

Foto: Divulgação Netflix

O filme leve e tropical que nosso natal precisa

Leandro naturalmente é o grande destaque do filme. O ator, que recentemente rescindiu com a TV Globo, tem por contrato dois filmes com a Netflix e Tudo Bem No Natal Que Vem é o primeiro deles.

As mudanças de humor e situações combinam bem com o estilo de Leandro e a parceria com o diretor Roberto Santucci (Até que a Sorte nos Separe e O Candidato Honesto) faz com que seus populares trejeitos se sobressaiam.

O filme conta ainda com outros nomes interessantes no elenco, como Elisa Pinheiro, Miguel Rômulo, Arianne Botelho, Danielle Winits, Rodrigo Fagundes e Louise Cardoso.

Todos parecem estar bem confortáveis e se divertindo em seus papeis. Vale destacar a personagem de Arianne Botelho, que faz a filha de Hassum em Tudo Bem No Natal Que Vem e é dela o arco mais dramático da história. Se por um lado o longa não se aprofunda em temas complexos, pelo outro consegue criar um tom bem mais emotivo a medida que os anos passam e vamos entendendo o sofrimento de Jorge, preso dentro desse estigma de viver apenas o Natal e perdendo preciosos momentos ao lado dos filhos.

Foto: Divulgação Netflix

Tudo Bem No Natal Que Vem é bom?

O grande trunfo de Tudo Bem No Natal Que Vem é saber que sua história não é mais do que se propõe a ser. Esse estilo de esquetes já muito utilizado na comédia brasileira da uma familiaridade ao filme e até combina com as situações que, forçadamente, precisam ser anuais.

Os clichês são os temperos que o filme precisa pra funcionar. Brincar com eles é fundamental pra não se levar tão a sério e ver justamente pra se divertir.

Afinal, Natal é isso, um conjunto de temperos clichês que nos acomodam e divertem. Tudo Bem No Natal Que Vem sabe disso e faz dessa época do ano seu grande chavão que você vai ver se repetir uma hora ou outra dentro da sua própria casa.

Confira a Entrevista que fizemos com o elenco do filme da Netflix


 

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