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The Vampire Diaries continua com seus exagerados 22 episódios, mas acerta na maioria deles


Definitivamente The Vampire Diaries é meu guilty pleasure (aquilo que você não consegue largar). Após as 2 primeiras ótimas temporadas, uma 3ª boa, e as 4ª, 5ª e 6ª de ruins para medianas, pensei muitas vezes em abandonar a série. Os plots estavam se repetindo, não havia mais histórias a contar e os personagens não evoluiram como se deve. Mas algo aconteceu após a 6ª temporada, Nina Dobrev anunciava que deixaria a série.  Aquela que foi a responsável por mover a história principal e ainda estava movendo. A desconfiança dos fãs chegou, pois: como a série continuaria sem sua estrela principal?

Estrela que para mim, já estava saturada. A personagem já tinha sido humana, vampira, humana de novo, morta, ressuscitada, etc, etc, etc. Pensei que talvez essa decisão tivesse sido, de fato, a melhor de todas. Felizmente foi. Sem Elena na jogada, The Vampire Diaries passou a focar mais nos irmãos Salvatore e no seu bromance. Relação que acaba percorrendo toda a temporada, cheia de brigas, discussões morais e atitudes impensadas principalmente de Damon.

The Vampire Diaries

Ian Somerhalder continua à vontade na pele do vampiro sabichão. Praticamente leva a série nas costas, e tem um dilema moral em relação a sua amada Elena. O Stefan de Paul Wesley sempre foi o personagem mais contido, mas foi bom vê-lo mais solto e se permitindo ser feliz às vezes, por mais que seja raro. Os dois tem que enfrentar o desafio de voltar a conviver com a volta da mãe Lily (Annie Wersching) e seus hereges (vampiros/bruxos), que tomaram Mystic Falls para sim, dando uma necessária mudança de cenário a série.

Stefan que iniciou uma relação com Caroline (Candice Accola), forçada no início, mas cheia de química agora. Os dois tem que enfrentar dificuldades extremas, e decisões difíceis. Alaric (Matthew Davis) continua cheio de rancor após o fim do sexto ano, com a morte de Josie, sua busca desenfreada pela felicidade e a volta da esposa, acaba tornando tudo mais triste, especialmente em uma cena de cortar o coração. Felizmente a esperança vem ao personagem, em algo digamos, improvável de início, mas que passamos a aceitar, devido ao carisma de Ric.

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Bonnie (Kat Graham) talvez tenha o arco mais fraco desta temporada de The Vampire Diaries. A bruxa aparece pouco, e tem sua magia retirada sempre, mas voltando quando convém. Uma relação forçada com Enzo (Michael Malarkey, que teve um arco ruim envolvendo sua família) não ajuda no desenvolvimento dela, além de uma decisão desesperada de roteiro no fim para deixá-la interessante. Talvez o melhor recurso deste ano seja o salto de 3 anos que a série deu. Algo que podia parecer preguiçoso, se tornou incrível. Começar cada episódio 3 anos à frente e no restante dele mostrar um meio para aquele fim, se mostrou uma decisão sábia da criadora e showrunner Julie Plec.

The Vampire Diaries, com seus exagerados 22 episódios por temporada, sempre tem vários arcos de vilania, todos para um fim maior. Este ano o sentimento que ficou foi que os produtores já sabiam o que queriam desde o início. A introdução dos hereges no começo, para depois humanizá-los. A chegada de Julian (Todd Lasance), como um antagonista carismático. Por último introduzir uma caçadora de vampiros, mostrar sua origem e ao mesmo tempo apresentar a magia dos xamãs que também eram caçadores.

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Tudo isso em conjunto com a Pedra Fênix, já vista desde o início da temporada, que tem o poder de guardar as almas dos piores vampiros. Rayna Cruz (Leslie-Anne Huff) chegou com tudo, quase, repito, quase imortal, a caçadora acaba fazendo a cabeça de muita gente, incluindo Matt Donovan (Zach Roerig), que odeia os dentuços. Matt acaba tendo um início de felicidade aqui, mas como ele diz: “Quando se tem vampiros por perto, nada fica bem”. E infelizmente acaba repetindo um ciclo de tristeza desnecessária, para o personagem. A morte seria melhor para ele.

A trilha sonora continua sendo um dos pontos mais altos, e é impossível não se emocionar. A ação toma ares de gore muitas vezes, com cenas gráficas não gratuitas. Como citei antes, a mudança de cenário deixou tudo mais sombrio, menos alegre e cheio de festas como era em Mystic Falls. Em sua season finale pouco surpreendente e inspirada (a da sexta é superior), The Vampire Diaries peca, numa temporada que vinha sendo perfeita até o momento. Talvez porque queiram deixar tudo para o 8º e provável último ano da série.

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The Vampire Diaries | 7ª Temporada

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Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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