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Depois de duas temporadas com batalhas, um conflito de ideias pareceu ser justo. Agora com uma season finale de The Originals, foi uma ideia bem ousada


Com duas temporadas na bagagem, The Originals vinha sendo melhor que sua série mãe The Vampire Diaries. Derivada da mesma, a série trazia personagens melhores, mais ação e uma história melhor trabalhada e roteirizada. Esta temporada apesar de estar abaixo de suas anteriores, consegue manter-se em auto nível e prender a audiência com uma história de amor familiar,  que vai além dos limites.

Totalmente baseada em uma profecia que diz: “Se essa profecia se cumprir, vocês todos cairão. Um por amigo, um por inimigo, e um por família”. A família Mikaelson fica atônita e totalmente focada no inimigos que Niklaus possuí, e não são poucos. Quando a profecia afirmava que o inimigo vinha da própria família, as coisas ficaram mais tensas. Afinal, proteger a si mesmo não era a prioridade, porque os vampiros originais estão ligados aqueles que eles transformaram. Causando um certo desconforto daqueles que não querem morrer.

O que torna o surgimento da Strix (sociedade formada por Elijah e por seus descendentes), uma certa obrigação e também um dos pontos fracos desta temporada. Eles são os primeiros “vilões” deste ano, liderados por Tristan de Martel (Oliver Ackland) um vilão fraco, e com planos esdrúxulos, acompanhado de sua linda irmã Aurora de Martel (Rebecca Breeds), bem melhor que seu irmão, por ser uma paixão antiga de Klaus.

Os transformados por Elijah, contra os transformados por Klaus entram em uma batalha, para que a suas respectivas linhagens não desapareçam. Ainda bem que um bom vilão surge para segurar esta temporada que estava se encaminhando para um fim mediano, com Lucien Castle (Andrew Lees). Vindo diretamente do passado da família Mikaelson, Lucien é carismático e tem um plano mirabolante, que vem das raízes da série.

Klaus (Joseph Morgan) continua evoluindo como personagem, é incrível vê-lo bem mais humano do que aquele apresentado lá na 2ª temporada de The Vampire Diaries. Apesar de muitos afirmarem que ele está mais sentimental e menos cruel, é possível ver que ele ainda transmite vilania, e tem decisões impensadas. Elijah (Daniel Gillies) apresenta um melhor desenvolvimento aqui, abrindo mão de seu cavalheirismo característico, o personagem tem momentos sombrios, principalmente aqueles focados em seu passado.

Freya (Riley Voelkel), apresentada na temporada passada é uma espécie de talismã da família, a bruxa sempre usa sua magia quando convém, não ficando claro se ela realmente faz parte, ou se é apenas usada. As voltas de Finn (Caspar Zafer) e Kol (Nathaniel Buzolic), servem para deixar os Mikaelson mais fortes, pelo menos por por pouco tempo, enquanto que Rebekah (Claire Holt) continua com participações pontuais.

O arco de Davina Claire (Danielle Campbell) continua sendo um dos menos interessantes, apesar de ganhar um impulso em sua parte final. A regente das bruxas e mal vista pelos ancestrais, inicia uma relação com Kol, o que lhe gera consequências. Mesmo com a ajuda de Vincent (Yusuf Gatewood), que também é afetado pelos ancestrais, Davina é a que mais sofre nesta temporada, ao lado de Camille (Leah Pipes) que apenas por ser amiga dos Mikaelson, tendo uma relação de amor e ódio com Klaus,  é vítima das mais variadas chantagens, e tem um arco bem dramático aqui.

As cenas de ação diminuíram, mas as poucas existentes geram bons momentos. O crossover com The Vampire Diaries é um dos melhores episódios desta temporada. Afetando os dois mundos, e o coração de Hayley (Phoebe Tonkin) que sofre uma grande perda e amadurece com a mesma.

O significado de família é um assunto bastante abordado e parecer ser o que move toda esta temporada, os laços de sangue contra os laços afetivos são postos à prova. Nova Orleans continua sendo o cenário desse combate, cheia de festas e comemorações a cada episódio, a cidade não sabe, ou sabe pouco, o mal que a apavora, auxiliada pela trilha sonora magnífica, herdada pela série raiz.

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Da metade para o fim, Marcel (Charles Michael Davis) que vinha apagado, ganha destaque e se torna o grande antagonista da família Original. Justamente por não se sentir parte dela. Um embate muito mais ideológico do que graficamente visual. Algo que particularmente me agradou. Depois de duas temporadas com batalhas, um conflito de ideias pareceu ser justo. Agora com uma season finale menos grandiosa e um final totalmente aberto, The Originals pode estar caminhando para o seu fim, afinal ainda temos Hope.


Obs: The Originals está renovada para sua 4ª temporada, mas não será mais uma série de fall season (com temporada iniciada em outubro e terminada em meados de maio) mas sim de mid season (tendo início apenas em janeiro de 2017) com episódios reduzidos.

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The Originals | 3ª Temporada

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Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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1 Comment

  1. […] ajuda de Klaus, já que a filha do mesmo é híbrida. Ato que faz com que a loirinha possa ir para The Originals, ou monte uma espécie de “Escola Xavier” para seres sobrenaturais, já que Julie Plec […]

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