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Mais um dos cotados ao Oscar chegando a Netflix, “Relatos do Mundo” carece de empolgação, mas sobra sentimento


Produzido pela Universal Pictures, o novo filme do diretor Paul Greengrass foi adquirido no fim do ano passado, e chega a maior plataforma de streaming do mundo, após ser indicado ao Globo de Ouro de melhor trilha sonora original, e render indicações ao SAG e também ao Golden Globes a Helena Zengel (“Transtorno Obsessivo”), como atriz coadjuvante.

Greengrass já tinha trabalhado com Hanks em “Capitão Phillips”, mas é mais conhecido pela franquia Bourne e sua câmera inquieta, repleta de cortes para dar mais intensidade a ação. A escolha para esse filme é até curiosa, já que trata-se de uma história simples e mais calma do que a maioria das produções do diretor.

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A trama de “Relatos do Mundo”

Adaptada do livro escrito por Paulette Jiles em 2016, “News of the World” (no original), começa no ano de 1870, quando o Capitão Jefferson Kyle Kidd, um viúvo que já lutou em duas guerras, viaja através do Texas oferecendo notícias do mundo para as pessoas, apesar dos jornais estarem se tornando cada vez mais acessíveis. Ele aceita uma proposta para levar uma menina de 10 anos, Johanna, até seus familiares.

Criada pela tribo Kiowa, ela não conhece sua família e tem um comportamento hostil com as pessoas ao seu redor, mas acaba criando um vínculo com Kidd, forçando os dois a lidarem com as difíceis escolhas sobre o futuro.

relatos do mundo

Foto: Divulgação (Netflix)

O que achamos do filme

Repleto de belas imagens e certa imersão, “Relatos do Mundo” repete a fórmula de filmes que trazem uma relação incomum entre uma figura masculina paterna, com um personagem mais jovem, geralmente uma garota. Vimos isso mais recentemente em “Logan”, e temos diversos exemplos no mundo do cinema e games, desde “The Last of Us” a “The Walking Dead”.

Greengrass não muda muita essa dinâmica. Durante 2 (e longas) horas, o roteiro co-escrito por ele e Luke Davis não sai do lugar, fazendo um road movie comum, com os personagens passando por situações conflitantes enquanto estreitam sua relação.

O cinema do diretor outrora tenso e frenético, dá lugar ao sentimentalismo. Não que “Relatos do Mundo” não tenha momentos de tirar o fôlego (eles são poucos e raros), mas acredito que faltou uma dosagem maior entre situações, fazendo com que o filme seja um RPG de aventura, com pouca aventura.

Foto: Divulgação (Netflix)

A produção consegue demonstrar força apenas quando referencia os faroestes clássicos, desde planos a perseguições, e ao focar na história do homem com um passado, que precisa corrigir seus erros, encontrando uma nova chance na personagem da excelente Helena Zengel.

No mais, a beleza de Tom Hanks indo de cidade em cidade contar histórias, tornam “Relatos do Mundo” um filme poético, que vai de encontro a violência da época, fazendo com que pessoas se distraiam e trilhem outros caminhos.


Relatos do Mundo está disponível na Netflix

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Relatos do Mundo

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Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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