raya e o último dragão
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Uma das animações mais maduras da Disney, “Raya e o Último Dragão” é uma mistura de coisas que já vimos, mas que funcionam muito bem


Uma das maiores discussões da bolha cinéfila do Twitter, é a importância da mensagem de um filme. O tema que o filme propõe discutir, deve ultrapassar as qualidades técnicas e narrativas de uma produção? Se o filme não for tão bom quanto o tema, posso julgá-lo só por aquilo que ele poderia ter sido?

“Raya e o Último Dragão” é um daqueles poucos filmes onde a mensagem e a qualidade de uma boa história andam de mãos dadas, sem medo de se arriscar e de se apropriar de outros plots bem sucedidos, trazendo emoção e maturidade.

A trama de Raya e o Último Dragão

Dirigido por Don Hall (“Moana: Um Mar de Aventuras”) e por Carlos López Estrada (“Ponto Cego”), o longa é a 59º animação da Disney e sua primeira aventura de fantasia inspirada nas culturas do sudeste asiático.

Há muito tempo, no mundo de fantasia de Kumandra, humanos e dragões viviam juntos em harmonia. Mas quando uma força maligna ameaçou a terra, os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade. Agora, 500 anos depois, o mesmo mal voltou e cabe a uma guerreira solitária, Raya, rastrear o lendário último dragão para restaurar a terra despedaçada e seu povo dividido.

raya e o último dragão

Foto: Divulgação Disney

Quando o filme estreia?

O filme chega aos cinemas no dia 04 de março, mas também estreia no Disney Plus através do Premier Acess, no dia 05 (sexta-feira). Por R$ 69,90 e pelo tempo limitado entre 5 a 19 de março, os assinantes do Disney+ poderão ver e rever a animação quantas vezes quiserem nos seus dispositivos preferidos.

Os assinantes Premier Access visualizarão a animação assim que clicarem na área exclusiva, sem prazos para assisti-la, sem interrupções e sem outras limitações além das já estipuladas no contrato de assinantes e enquanto mantiverem sua assinatura ativa.

Para os assinantes que não optarem pelo Premier Access, “Raya e o Último Dragão” estará disponível no Disney+ a partir de 23 de abril sem custos extras.

Foto: Divulgação Disney

O que achamos de Raya e o Último Dragão?

Diferente da Pixar, as animações da Disney não estão muito preocupadas com os detalhes, desde roupas a cabelo, mas isso não significa que elas sejam menos interessantes. Em nenhum momento, “Raya e o Último Dragão” foge do estilo de animação 3D, mas o uso de cores para contar sua história torna a narrativa mágica e fascinante.

A produção é uma salada muito bem temperada, já que vemos claras inspirações em filmes de artes marciais, desde o close no rosto dos personagens, a tela dividida, e o estilo de luta (que apesar da baixa classificação, apresenta sensação de urgência). Também há um pé nas aventuras de Indiana Jones, Nathan Drake, e porque não Lara Croft, já que cabe a Raya embarcar numa road trip para salvar seu povo, enfrentando inimigos e armadilhas, como num game.

Aliás, a rivalidade de Raya com Namaari lembra bastante a trama do jogo The Last of Us 2, mas bem longe da brutalidade deste, inspirando-se apenas no conflito de ideias. Muito desse primoroso trabalho, se deve as vozes de Kelly Marie Tran (a injustiçada Rose de Star Wars) como Raya, o carisma envolvente de Awkwafina como Sisu, e Gemma Chan como Namaari.

raya e o último dragão

Foto: Divulgação Disney

Os muitos coadjuvantes também brilham, mas as participações estão mais para o alívio cômico que a história precisa, devido o peso de um mundo pós-apocalíptico, algo equiparável a dos pinguins em “Madagascar” (acerto da DreamWorks, que logo depois, ganharia um filme próprio).

A produção encanta não apenas pelo visual cuidadoso – que apresenta as cinco regiões de Kumandra e seus diferentes climas e povos – mas porque, Raya é a princesa Disney que precisávamos. Combatente e guerreira, a personagem está sempre em busca de uma nova aventura, não ligando para como seu cabelo vai estar, e nem para algum interesse amoroso (que o filme faz questão de não inserir). Ela está focado em sua missão, e esse é principal ponto de ruptura, que vai mudar sua perspectiva e trazer a principal mensagem do filme: confiança.

Essa mensagem aliás, não é simplesmente jogada em tela, mas construída desde o início. A protagonista partilha um trauma que afeta não apenas ela, mas inúmeras pessoas, principalmente no mundo atual. A falta de confiança e otimismo parecem intrínsecas ao ser humano, e todos os personagens do filme partilham desse sentimento.

Raya e o Último Dragão / Foto Divulgação: Disney

Sendo assim, a união é a única forma de combater o mal, e “Raya e o Último Dragão” está disposto a trabalhar nisso, focando nas diferenças e na força cultural de uma região tão rica, de forma extremamente respeitosa. Tudo isso cercada de ação de boa qualidade, emoção genuína, e esperança.


Raya e o Último Dragão estreia neste final de semana em algumas salas de cinema e no catálogo do Disney+ (com um custo adicional de R$ 69,90 via assinatura Premier Access)

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Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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