2

Equals, lançado diretamente em DVD aqui no Brasil chega com o título Quando Te Conheci, bem genérico comparado a produção, que não se trata de um simples romance. No futuro, existe uma nova raça de seres humanos: os Equals, indivíduos pacíficos, justos e que não possuem mais emoções. Até que uma doença passa a ameaçar todos, ativando sentimentos em suas vítimas, que são excluídas do resto da sociedade. Silas é infectado, mas percebe que Nia também possui sentimentos, sendo capaz de escondê-los.

Antes de falar da narrativa em si, é importante ressaltar que o filme de Drake Doremus, não apresenta nada de novo, o filme chegou a ser comparado ao drama adolescente “O Doador de Memórias“, na realidade os aspectos técnicos e as atuações se sobressaem aqui.

Nicholas Hoult mostra empatia de cara, e entrega uma ótima atuação como Silas. O personagem não tem aspirações maiores e vive nesta sociedade pacífica e conformada. Já Kristen Stewart vem acumulando bons trabalhos, e não é diferente neste. A atriz apresenta uma boa carga dramática, e a falta de emoção que seu personagem exige.

quando te conheci

A fotografia de John Guleserian é incrível. Consegue transmitir toda a falta de sentimento deste mundo, em tons de cinza e no branco constante. Quando os personagens começam a sentir algo, ou estão juntos, a paleta de cores azul durante a noite, e o laranja durante o dia, surgem em tons granulados e ocupam a maior parte da tela, em planos contra-luz. É como se o sentimento ultrapassasse os personagens. A preocupação com o detalhe, o simples sentir das gotas caindo no corpo durante o banho e a degustação da comida de forma diferente, são vantagens da produção.

A trilha sonora de Dustin O’Halloran apresenta um piano com notas pesadas. Como se estivéssemos presos, nas partes em que a tensão aumenta, inclusive nas mais sentimentais. A discussão, seria melhor ter sentimentos e vive-los intensamente? Ou não sentir nada? As questões filosóficas sobre o homem querer explorar o universo a sua volta e não prestar atenção nas coisas mais simples ou mais próximas a ele, rendem bons diálogos.

 

equals-kristen-stewart-photos-8

 

Além disso, o sentimento de constante vigilância em que os protagonistas se encontram é um ponto a favor. Além dos seus superiores, seus próprios colegas os vigiam de forma impaciente, causando uma sensação incômoda. Apesar de possuir vantagens, o roteiro se torna mediano por focar apenas no casal em questão, deixando de explorar esse novo mundo, apresentado meio que, superficialmente. Queríamos saber como tudo funcionava e como chegamos ali.

A falta de motivação de alguns personagens, em especial os de Guy Pearce Jacki Weaver, e um final que podia ser bem mais corajoso (e teve chances para isso), torna Equals um filme belo e fácil de assistir, mas apenas isso. Talvez, apenas a beleza não seja suficiente, e um pouco de profundidade e mais sentimento, faria diferença.

Quando te Conheci

4.5

Tiago Cinéfilo
Há 4 anos nessa viagem. Estudante de Rádio, TV e Internet. Ex-Clock Tower, ex-Cinema Com Rapadura e ex-fã de The Walking Dead.

Boi Neon, a sensibilidade em meio a masculinidade

Previous article

O Sono da Morte é só sonolento

Next article

You may also like

2 Comments

  1. Bonito filme em tons pastéis – e distorcidos sons na trilha muito intensos – sobre uma sociedade sem emoções, retirando-as e as escondendo, tão logo possa captá-las em seus habitantes – num futuro possível. Casal bom, Kristen fazendo algo morno porém interessante aqui. Final um pouco dramático, rendendo considerações sobre como emoções nos direcionam na vida.

  2. Fikei no vácuo deveria o final ter sido mas concluído ter ido além ….O amor ter combatido a suposta cura ..SIMM o amor que é a cura pra todas síndrome aceitação a partilha aff fikei no vácuo…..Adoro os atores principais mas esse filme deixou a desejar….

Leave a reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

More in Filmes