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Entre a paixão e o desejo, “O Último Amor de Casanova”, é um filme francês que até começa bem, mas se perde com o tempo

A série “Presença de Anita” foi durante muito tempo uma espécie de fetiche para muitos espectadores, em sua maioria homens. A ideia de uma moça que chega de repente na vida de um bon vinvant bem mais velho do que ela, já foi explorada em muitas obras. Ela muda completamente a rotina, o comportamento e os sentimentos de quem a recebe. Em “O Último Amor de Casanova” (Dernier Amour), o homem do título é o cara da vez.

Casanova se muda para a Londres do século 18, após ser exilado de Paris. Lá conhece Marianne de Charpillon, uma linda prostituta por quem acaba se apaixonando perdidamente. Por ser uma mulher independente, segura de si e bem diferente daquelas que o libertino se envolve, ele acaba entrando num jogo de sedução e poder.

o último amor de casanova

Se tratando de um filme francês, nudez e bizarrices não faltam na produção de Benoît Jacquot. Vemos uma trama repleta de persuasão, além de uma comparação entre Paris e Londres como se uma fosse a emoção, já que é a capital do amor e outra a razão. Casanova sofre com a impulsividade e a indecisão de Marianne, que é uma jovem serelepe e feliz, não ligando muito para as consequências. Vincent Lindon e Stacy Martin possui uma química ímpar, tanto no romance, quanto nos momentos cômicos.

O design de produção é primoroso e o figurino exala elegância. Diferente da tentação pela qual Casanova passa. A tensão sexual entre ambos é latente, e a todo momento a direção ameaça e instiga uma aventura erótica, que vai ficando apenas na promessa. De corajosa, a produção se torna frustrante e preguiçosa no terceiro ato, já que não tem mais para onde ir. Chato e repetitivo, “O Último Amor de Casanova” é lento como a arte da conquista.


Obs: O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 21 de novembro de 2019

*Filme visto na 43ª Mostra de São Paulo

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O Último Amor de Casanova

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Tiago Cinéfilo
Há 4 anos nessa viagem. Estudante de Rádio, TV e Internet. Ex-Clock Tower, ex-Cinema Com Rapadura e ex-fã de The Walking Dead.

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