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Crítica: O Manicômio – O primeiro terror ruim de 2019

Terror alemão que tenta emular clichês americanos


3 de janeiro de 2019 - 22:27 - Tiago Soares

O found footage já teve o seu auge e uma tentativa de reinventa-lo ou até mesmo fazer um filme assim já se tornou ultrapassada, com exceção de algumas obras recentes, como o caso de A Visita de M. Night Shyamalan e da sexta temporada de American Horror Story. O Manicômio tenta trazer tudo aquilo que deu certo no subgênero, mas que já foi repetido a exaustão. Você verá as pessoas correndo desesperadas com uma câmera em primeira pessoa, cortes abruptos quando algo de ruim acontece, gritos cercados de jumpscares, resumindo, todos os clichês possíveis.

Um grupo de youtubers que visita lugares paranormais se unem para explora um antigo sanatório abandonado. Em busca de views, likes, fama e desafios idiotas eles acabam encontrando um lugar repleto de histórias aterrorizantes e um passado sombrio. Dirigido e escrito por Michael David Pate, a produção dá pouco background aos personagens, os apresentando de forma extremamente superficial, não sendo possível ter empatia por nenhum deles.

Há uma tentativa de sub-texto ao trazer a discussão sobre a fragilidade do mundo tecnológico, sem sucesso. Passado e presente se unem , já que todas as câmeras e equipamentos de última geração de unem as ruínas de um antigo hospital. Toda a condução da história é confusa e personagens se encontram sem cerimônia ou prévia apresentação, quando tenta ser engraçado, acaba se tornando mais vergonhoso.

A direção nos priva de momentos importantes que poderiam trazer algum terror, sendo interrompidos quando mais se esperava uma mudança de paradigma. O final é um claro exemplo da tentativa de “O Manicômio” de trazer mais profundidade e uma certa mudança de sub-gênero, com alguma motivação e muito gore, deixando o filme mais interessante, mas não o suficiente para 90 minutos que parecem durar 5 horas.