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Mentiras Perigosas é o suprassumo do que não fazer em um filme.

Sempre que assistimos alguma coisa, enquanto produtor de conteúdo, tento extrair os melhores, os piores e os pontos que fazem de uma história interessante de assistir e, assim recomendar a produção para alguém.

Dizer para não assistir um filme é no mínimo desonesto com quem paga para acessar uma plataforma e ver aquilo que achar interessante. A cultura é para ser vista e disseminada, independente da sua forma. A partir disso, indicamos coisas boas ou não, dentro daquilo que a gente estuda e acredita.

Acontece que Mentiras Perigosas é indefensável. O filme da Netflix escorrega tanto numa sucessão de erros, de escolhas bobas e sonsas, que minam nossa boa fé. Até mesmo para indicar a visita à obra.

camila mendes em mentiras perigosas

A História de Mentiras Perigosas

O enredo de Mentiras Perigosas segue Katie (Camila Mendes), uma jovem estudante que começa a trabalhar como cuidadora de idosos e, de repente, com a morte de um senhor que ela cuidava, passa a ser a única herdeira de toda a herança do velho amigo.

De repente, Katie acaba envolta em uma rede de mentiras e assassinatos, e precisa mergulhar em decisões nada confortáveis para se proteger e deixar de confiar nas pessoas, até mesmo naquelas que ama, como seu marido Adam (Jessie T. Usher).

Mentiras Perigosas consegue errar e ser ruim no erro em absolutamente todos os temas propostos. São decisões burras e apressadas do roteiro de David Golden, que o tempo todo nos questionamos se aquela era realmente a saída para a situação ou simplesmente por que raios estão fazendo as coisas mesmo sabendo que vai dar errado.

Até o que poderia ser bom, acaba passando dos limites pelo simples exagero de querer dar reviravoltas que não se sustentam.

Levar um dinheiro de terceiros pro banco, assinar documentos de desconhecidos, dar panelada na cabeça de assaltante, esconder jóias, se mudar repentinamente no meio de um velório. Posso ficar citando infinitos erros que fazem de Mentiras Perigosas um desastre.

Camila Mendes (Riverdale) e Jessie T. User (The Boys) até que são bons atores, mas a direção de Michael Scott, conhecido por filmes de tv, destroem qualquer entrosamento do casal.

Cenas que deveriam ser tensas, são feitas com sorriso no rosto quase que de desconforto. Tudo com uma trilha sonora que não sabe ao certo o tom que se encontra e então tenta manter um clima de suspense que a cena não peça. Isso nos faz criar uma sensação de desconforto de achar que pode acontecer algo que nunca acontece.

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Por que Mentiras Perigosas é tão ruim?

São erros acumulados que formam um todo. Mas grande parte disso vem do roteiro que é completamente previsível. Qualquer pessoa menos atenta identifica o mistério antes mesmo dele ser instaurado. E tudo isso é visual e falado.

Não basta insinuar. Tem que mostrar. E falar. E repetir.

Isso acaba deixando todos os personagens ainda mais burros, fazendo questão de afirmar essa situação o tempo todo.

E aí quando desconectamos da imersão do filme por ele não conseguir apresentar uma verossimilhança dentro daquele universo, ele se perde por completo. Quando existe isso, qualquer decisão tomada vai interferir no nosso julgamento, sempre achando soluções mais viáveis e menos irritantes.

É difícil tirar algo bom de Mentiras Perigosas e mais difícil ainda deixar aqui como recomendação. Não vou dizer pra ninguém nunca assistir uma obra. Pois a percepção de cada indivíduo é diferente naturalmente e o que é ruim para um, pode ser bom para outro. Porém certas coisas são indefensáveis e disso o filme tá cheio.


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Mentiras Perigosas

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