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Jane Got a Gun é um faroeste de muitos gêneros.


Jane Hammond  é a esposa de Bill, um dos maiores bandidos da região. Um dia ele retorna para casa após levar alguns tiros de integrantes de sua própria gangue, que se voltaram contra ele.

Com o marido à beira da morte, Jane decide se vingar e pede ajuda a Dan Frost, um ex-namorado que ainda a ama e que detesta Bill. Se você ler a premissa do filme de Gavin O’Connor, e achar que é um filme de vingança, você está enganado, se achar que é um filme feminista, porque uma mulher resolve ser a “girl power” também se enganou. Talvez Jane Got a Gun (veja o trailer aqui) queira ser tudo isso, e por tentar ser muitas coisas, acaba se perdendo.

Primeiramente o roteiro de Joel Edgerton (que faz o papel de Dan Frost), com a colaboração de Brian Duffield  é algo que não funciona. A história em si é fraca e não vai pegar você de primeira.

 

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O que vai chamar a atenção de fato são as atuações, competentes em Noah Emmerich como Bill Hammond, Ewan McGregor como John Bishop, Boyd Holbrook como Vic e o brasileiro Rodrigo Santoro como Fitchum, apesar do pouco tempo de tela o ator se destaca e faz um papel diferente em um personagem que vai dar um certo asco. Os destaques ficam a cargo dos protagonistas, a Jane de Natalie Portman é uma mulher forte, e apesar de pedir ajuda ao ex, consegue se virar e ter uma voz ativa perante ele.

A atriz está longe de ser a apática Jane (coincidentemente) Foster da franquia Thor, e mostra que sabe atuar. Mais contida é a atuação de Joel Edgerton que pouco fala em cena, mas consegue ter presença.

O diretor faz um bom trabalho nas cenas de ação, economizando em grandiosidade devido ao baixo orçamento, o que acaba limitando efeitos e abrangendo a criatividade.

A fotografia não foge do padrão contra-luz, e muitas vezes o foco nas expressões dos personagens é o mais importante para o mesmo. Uma pena que toda tensão seja cortada por flashbacks desnecessários em sua maioria e que pouco acrescentam a trama.

Talvez o filme funcionaria se não apelasse para um romance desnecessário e tentasse ser muitos filmes em um só. Ousadia que é admirável até certo ponto, mas que acaba se tornando uma escolha errada. A impressão que fica é que Jane Got a Gun tinha potencial se apostasse na simplicidade, mas acaba se tornando um filme esquecível.

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Jane Got a Gun

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Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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