AODISSEIA
Filmes

Invasão ao Serviço Secreto: o fim de uma desnecessária trilogia

Previsível e operante


25 de novembro de 2019 - 14:52 - Tiago Soares

Invasão ao Serviço Secreto é um desserviço aos filmes de ação

 

Depois do bom “Invasão a Casa Branca” de Antonie Fuqua e do questionável “Invasão a Londres”, Mike Banning (Gerard Butler) parecia imbatível, não tendo mais o que salvar e/ou proteger. Como quebrar um homem que nunca perde? Simples, tornando-o uma figura digna de desconfiança. É assim que o roteiro deste “Invasão ao Serviço Secreto” trabalha, ao ligar Mike a um atentado contra o presidente americano (Morgan Freeman). Daí em diante o filme segue a clássica linha do protagonista que corre contra o tempo em busca de provar sua inocência, protegendo aqueles que ama, com direito a todos os clichês que o acompanham.

A produção de Ric Roman Waugh é dinâmica, não deixando cair a peteca em nenhum momento em termos de ritmo, mas ao mesmo tempo é recheada de escolhas óbvias. Desde personagens que entram ou saem de cena até a inclusão de subtramas (como a do pai de Mike vivido por um competente Nick Nolte), sabemos o que vai acontecer. As cenas de ação por vezes são exageradas sem necessidade, fazendo com que o CGI fique aparente. Em compensação, as explosões a lá Michael Bay são um atrativo a parte.

invasão ao serviço secreta

O excesso de paisagens escuras, trazem um contraste com o amarelo do fogo, mas na maior parte do tempo fica difícil entender o que se passa nas cenas de luta. A câmera tremida é outro fator preguiçoso que não traz a tensão necessária, apesar do bom trabalho físico de Butler, que mesmo fazendo o mesmo personagem em filmes recentes (nem o corte de cabelo muda), consegue trazer certo nível de dramaticidade e urgência.

Entregando uma aventura formulaica e simples, Invasão ao Serviço Secreto” fecha uma trilogia que nem tem uma razão de existir, com vilões genéricos e nada memoráveis. A impressão que fica é a de já ter visto o filme inúmeras vezes, em versões bem melhores e menos previsíveis.