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Em um ano onde teremos duas adaptações de games muito esperadas (Warcraft e Assassin’s Creed), Hardcore se mostra um azarão, trazendo elementos exclusivamente dos jogos FPS para a tela do cinema. Baseado no curta First Look at Hardcore dirigido pelo russo Ilya Naishuller que também assina o longa, o filme conta a história de Henry, um ciborgue que acorda na eminência de morte, sem lembrar do seu passado. Disposto a resgatar Estelle das garras do vilão Akan, um poderoso guerreiro, que tem o objetivo de utilizar a tecnologia usada em Henry, para ter um exército com as mesmas habilidades dele.

O início do filme é psicodélico e tem uma ótima abertura, além de introduzir Henry e sua amada com calma. Calma necessária para nos preparar para cerca de 90 minutos de pura adrenalina. O filme tem o inglês e o russo como línguas oficiais, mesclando sempre que necessário. Se passa todo em primeira pessoa, então  a sensação é de um game play durante pouco mais de uma hora e meia. Henry atira objetos, desvia de pessoas e interage com as mesmas, o que rende cenas bem engraçadas (algumas inclusive me lembraram GTA).

Ilya Naishuller não economiza no gore, e nas cenas absurdamente violentas. O diretor usa tomadas incríveis e movimentos de câmera surreais para mostrar esse mundo fictício onde a tecnologia não tem limites. Tecnologia usada em um dos melhores personagens, Jimmy (Sharlto Copley) que traz um pouco de leveza, além de seu sadismo. Ele é praticamente imortal, e sua veia satírica é um bom fã service para o público gamer que é homenageado. Afinal, Hardcore foge da realidade atual, mas abre espaço pra imaginação.

As armas não tem munição infinita, o protagonista sofre fortes pancadas e apesar de ser um ciborgue mostra-se mortal. A trilha sonora tem papel fundamental, tanto nas cenas de ação com o tradicional rock’n roll, como dançante nos poucos momentos descontraídos, que são logo cortados por mais ação desenfreada. Confira um pouco dessa trilha aqui:

O vilão Akan (Danila Kozlovsky) é caricato ao extremo. É o clássico chefão de games, mandando sempre seus comandados primeiro, para se aproveitar do cansaço/evolução do protagonista. Rendendo cenas clássicas do tipo, empurrar Henry para cima dos inimigos e soltar frases de efeito. Uma revelação envolvendo a linda Estelle (Haley Bennett) deixa tudo mais interessante, e um final improvável estilo Neo vs Smiths em Matrix Reloaded ao som de “Don’t Stop Me Now” do Queen é um deleite aos olhos.

Hardcore – Missão Extrema não é um filme perfeito. Talvez o espectador comum (leia-se não gamer), possa ficar um pouco confuso com a velocidade com o que as coisas acontecem. Mas não podemos dizer que não é inovador.


Obs: Tim Roth faz uma participação especial.

 

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Hardcore - Missão Extrema

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Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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