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Novo terror da Blumhouse, “Freaky” é um orgasmo de referências e homenagens aos melhores slasher movies


Nunca subestime um homem branco e hétero…

Esta é uma das primeiras frases de “Freaky: No Corpo de um Assassino”, e ela sintetiza o estilo de terror e comédia que veremos no decorrer do filme. Se você curtiu a duologia “A Babá”, outro terrir com muitas referências e piadas engraçadinhas, prepara-se para curtir esse aqui.

Na trama, Millie (Kathryn Newton) é uma daqueles garotas que apesar de bonita e padrão, trata-se de uma nerd deslocada, principalmente após a morte do pai. Ela vive com a mãe alcóolatra e a irmã policial que sempre se estranham, e no colégio fala apenas com seus dois amigos (como dito no trailer, um gay e uma negra), Josh (Misha Osherovich) e Nyla (Celeste O’Connor).

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Foto: Divulgação

Millie sofre bullying constante (até de seus professores), e como se não bastasse, esbarra no açougueiro de Blissfield, que dotado de um punhal místico, acaba trocando de corpo com a jovem. Logo depois, Millie descobre que possui apenas 24 horas para ter seu corpo de volta antes que a troca se torne permanente, e ela fique presa na forma de um maníaco de meia-idade para sempre.

A reação imediata, é pensar logo de cara no filme “Sexta-Feira Muito Louca” (“Freaky Friday” no original), e pra nós brasileiros no sucesso “Se Eu Fosse Você”. Mas, apenas na sensação de urgência constante (afinal são apenas 24 horas para o desfecho da trama), é que esta produção se assemelha as outras.

“Freaky” é um slasher movie que presta homenagens aos filmes de terror com assassinos implacáveis, e faz isso muito bem. Pra começar, o filme se passa numa “Sexta-Feira 13”, e o personagem de Vince Vaugh usa uma máscara assustadora.

Foto: Divulgação

A cena inicial é um massacre, e se parece demais com a de “Pânico”, não apenas pela situação desesperadora, mas pela iminente chegada dos pais da vítima. Aliás, a crueldade vista logo nos primeiros minutos de “Freaky” é suficiente para prender o espectador. O diretor Christopher Landon, não nos poupa de doses cavalares de sangue jorrado.

Ainda tem uma serra elétrica, mas essa parte está mais para um fan service do que qualquer coisa. Apesar disso, Landon repete a fórmula do ótimo “A Morte Te Dá Parabéns”, ao unir uma trama aterrorizante com uma comédia de situação absurda. A todo momento, “Freaky” ri de si mesmo, permitindo-se fluidamente ir da comédia ao terror.

Grande parte dessa naturalidade está nas boas atuações de Newton e Vaugh. A primeira mudando completamente da água pro vinho na troca de corpos. Doce, sensual, e sanguinária na mesma medida, enquanto o segundo esbanja carisma e uma entrega física e emocional diferente de outros papéis. O elenco de apoio também vai bem, numa vibe mais esperta, diferente dos adolescentes burros dos filmes clássicos.

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Foto: Divulgação

Sadicamente prazeroso, “Freaky: No Corpo de Um Assassino” consegue criar um universo próprio (apesar das homenagens) – desde a cidadezinha onde se passa, até o bom final – sem margem e nem preocupação com futuras continuações. Podemos dizer que os slasher movies tem uma nova casa, e ela se chama Blumhouse.


“freaky: no corpo de um assassino” está em cartaz nos cinemas brasileiros.

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Freaky: No Corpo de Um Assassino

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Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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