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Euphoria está de volta!

Sam Levinson eleva sua série, indo muito além das drogas, do sexo, e das maquiagens estilizadas.


Se formos separar séries campeãs no quesito pré-julgamentos, “Sense 8″ e “Euphoria”, levam o grande prêmio. A primeira infelizmente foi cancelada, mas também ganhou um especial de natal, e um outro antes do fim. A segunda, é classificada como uma série “jovem”, por conter uma linguagem atual, além do uso de câmeras com muito estilo, drogas, sexo, e maquiagens que fizeram sucesso.

Ambas, injustiçadas, possuem semelhanças não apenas no julgamento alheio, mas na forma em que desenvolvem seus personagens. Ambas, ganharam um especial de Natal, feito exclusivamente para os fãs mais ávidos matarem um pouco da saudade. E ambas, tiveram sucesso em suas propostas, abandonando aquilo que as fez conhecida: o excesso de afetação.

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euphoria

Foto: Divulgação

Após o fim da primeira temporada, quando Rue tem uma recaída ao som da incrível “All For Us”, acompanhamos a jovem numa lanchonete, conversando com seu padrinho e potencial amigo, Ali. Antes disso, ela imagina um mundo ideal com Jules, onde as duas se amam, são aceitas e ela pode usar drogas livremente, sem consequências.

Ver as páginas de fãs repletas de prints da cena inicial, é uma tremenda decepção, já que o que se segue, são 55 minutos de uma conversa íntima e intensa entre duas pessoas. Uma que já sofreu muito e hoje encontrou certa estabilidade, e outra que ainda sofre, mas que deseja sair (ou permanecer), em um mundo que na sua mente, é muito melhor.

Rue e Ali falam sobre a vida, morte, amor, ódio, Deus, violências sofridas e cometidas, além de decepções amorosas e familiares. “Euphoria” entrega um texto profundo que ressalta a importância de se ter alguém, e de acreditar em alguma coisa.

Foto: Divulgação

Ao mesmo tempo, o criador da série não cai no marasmo, sempre alternando movimentos de câmera de maneira fluída e nada problemática. Aqui, neste especial de Natal de “Euphoria”, ele valoriza a conversa como não fez na temporada anterior.

E nesse papo – diferente da característica melancolia – há esperança, refletida nas atuações brilhantes de Colman Domingo e na Emmy Winner, Zendaya. Mesmo esperançoso, o episódio não esconde a dor e a sensação de tragédia iminente. Aquela que afeta várias pessoas, principalmente quando estamos próximos as festas de final de ano, com a ausência daqueles que amamos.

“Euphoria” constrói um discurso sobre luta, fé e propósito. Acreditar em si mesmo pode parecer piegas, mas nas mãos de uma série tão competente ao retratar os males, benefícios e crises da juventude, parece fácil.


“euphoria: “Trouble Don’t Last Always”,” já está disponível na hbo go e será exibido hoje às 23h na hbo. Esta é a primeira parte de dois especiais da série.

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Euphoria: Episódio Especial

9.5

Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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