A Odisseia

Espiral: Crítica | Um Jogos Mortais com Chris Rock e Samuel L. Jackson

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Retorno a franquia depois de 4 anos, “Espiral: O Legado de Jogos Mortais” não traz nada de novo


Imagine um mundo hipotético onde os jogos mortais de Jigsaw são reais. Nele, pessoas consideradas ruins pelo vilão são mortas em armadilhas cruéis. Imaginou? Agora, pense que as únicas pessoas responsáveis por proteger as vítimas são o comediante Chris Rock e o ator Samuel L Jackson. Já pensou? Pois bem, decidi encarar “Espiral: O Legado de Jogos Mortais” dessa forma, e o resultado foi diversão pura.

Qual a trama de “Espiral: O Legado de Jogos Mortais”?

Trabalhando à sombra do respeitado veterano do polícia Marcus Banks (Samuel L. Jackson), o impetuoso detetive Ezekiel “Zeke” Banks (Chris Rock) e seu parceiro novato William Schenk (Max Minghella), se encarregam de uma terrível investigação sobre assassinatos que assombram a cidade.

Involuntariamente envolvido em um profundo mistério, Zeke se encontra no centro de um mórbido jogo do assassino.

Foto: Divulgação

O que achamos do filme?

O fato da produção ser dirigida por Darren Lynn Bousman (“Jogos Mortais 2, 3 e 4”) e escrita por Josh Stolberg e Pete Goldfinger (de “Jigsaw”), já deixava claro que não estaríamos diante de algo novo. Ao invés de investir em novos nomes que poderiam dar certo respiro a franquia, a Lionsgate decidiu permanecer no lugar comum, o que acaba sendo um erro, já que o produto está desgastado.

Talvez a única novidade seja a ausência de tramas paralelas, já que a maioria das produções da franquia se dividia em investigação policial, enquanto um jogo rolava em outro lugar. Aqui, as narrativas estão conectadas, possibilitando um menor inchaço no texto, e matando personagens que, apesar de não importarem, fazem parte de algo maior.

O fato de ter Chris Rock e Samuel L Jackson sem nenhuma mudança que caracterize um personagem diferente, defende a teoria do início deste texto. Rock não entrega uma atuação recheada de contornos dramáticos e nem profundidade, soltando piadas a esmo (a cena de sua apresentação, e a de uma apreensão a um traficante são pérolas do cinema).

Foto: Divulgação

Já Jackson está no automático, sendo a interação de ambos como pai e filho, a única vantagem. A seriedade Max Minghella contrasta bem com o bom humor de Rock, mas a trama não parece interessada em desenvolver isso – pisando no freio na caçada ao assassino – e deixando o ritmo arrastado.

Entretanto, as armadilhas continuam mortais (com o perdão do trocadalho), apesar da produção agora priorizar a consequência em decorrência da causa. O gore e a carnificina continuam dando o tom da franquia, que perde equilíbrio e força ao trazer personagens tão frágeis, muito por conta da direção fraca, além do famoso plot twist inesperado de todos os filmes, que se torna óbvio demais.

Sendo assim, “O Legado de Jogos Mortais” é nada mais nada menos que uma continuação tardia, já que há 4 anos tivemos um exemplar parecido (mas menos competente), com o que foi apresentado aqui.  Só resta nos divertimos com alguns easter eggs dos filmes anteriores no quadro da polícia (para os mais atentos), e ao imaginar esse mundo paralelo, que provavelmente é melhor do que aquele que estamos vivendo.


O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 17 de junho!

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