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A começar pelo título, Edge of Winter , aborda não só a “era do inverno” na vida dos personagens, mas também literalmente, afinal se passa inteiramente no gelo


É inegável de Joel Kinnaman tem uma certa cara de surtado, o interessante é que isso ainda não tinha sido explorado no cinema, até agora. Joel vive Elliot Baker, um homem recém-divorciado e afastado do trabalho, que está desesperado para passar um tempo com os filhos, Bradley e Caleb. Em Edge of Winter, O que começa como uma viagem em família tranquila acaba se transformando em um pesadelo quando o medo de perder a custódia dos garotos deixa Elliot no limite. Os jovens descobrem rapidamente que aquele que deveria protege-los se transformou em sua maior ameaça.

A começar pelo título, Edge of Winter, aborda não só a “era do inverno” na vida dos personagens, mas também literalmente, afinal se passa inteiramente no gelo. Com uma belíssima fotografia, muito similar a outro filme gélido, Os Oito Odiados, mas com tons mais escuros, o diretor Rob Connolly arranca o que tem de melhor do seu elenco, já que na maioria do thriller, temos apenas três atores em tela.

Joel Kinnaman entrega uma atuação surtada, igual ao seu personagem, que parece sempre meio revoltado e guarda no olhar uma falsa confiança, é como se, sempre dissesse para si mesmo que está tudo bem. A figura paterna, é, a todo tempo, desafiada tanto pela mãe das crianças (Rachelle Lefevre), como pelos filhos. Elliot não quer ser um fracassado, e faz muito essa comparação em relação ao padrasto bem sucedido  dos meninos, Ted (Shaun Benson).

edge of winter 

Seu filhos também não ficam atrás, Bradley (Tom Holland) encarna o adolescente chato, mas com certo grau de maturidade, de certa forma ele vai contra e a favor, dependendo do que o pai faça para agradá-los, além de uma ótima atuação de Tom, o irmão menor Caleb (Percy Hynes White) também está excelente, e atua como uma criança que admira o pai, sempre olhando-o como um espelho e repetindo atitudes e palavras do patriarca. 

O filme tem um primeiro ato excelente, e sofre alguns problemas de ritmo nos “entre atos”, que perdem dinamismo, voltando com algum acontecimento impactante. A trilha sonora está sempre presente, dando ares de suspense de primeiro escalão, com nuances de filmes de aventura. Trilha essa que muitas vezes parece maior que o filme, composta pela mesma dupla de irmãos Brooke e Will Blair que já tinha feito um trabalho excelente em Green Room.

Apelando para o óbvio em seu final, Edge of Winter tem excelentes atuações, boa química entre os atores, que são auxiliados por uma direção competente, que foca neles, além de uma trilha sonora abusiva, pecando apenas por problemas de ritmo, e uma edição que poderia ser menos congelada.

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Edge of Winter

4.5

Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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