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Com uma boa dose de diversão e referências, Legends os Tomorrow é a melhor série da DC nas telinhas.

Legends of Tomorrow foi uma grata surpresa quando estreou no início do ano passado. O programa trouxe altas doses de diversão e referências, se tornando a série com o espírito mais nerd da TV, bem longe do universo sombrio do cinema. E pra quer mexer em um time que está ganhando? Já aviso que a crítica terá alguns spoilers da primeira e segunda temporadas!

Após vencerem Vandal Savage (Casper Crump), da saída de Mulher Gavião (Ciara Reneee Gavião Negro (Falk Hentschel) da equipe, da morte de Leonard Snart/Capitão Frio (Wentworth Miller), e do encontro com Rex Tyler, o Homem-Hora, membro da Sociedade da Justiça da América – a temporada se inicia com nossas lendas perdidas e separadas em várias partes do tempo/espaço. Cabe ao Dr. Nate Heywood/Cidadão Gládio (Nick Zano), pedir ajuda a Oliver Queen/Arqueiro Verde (Stephen Amell) para que possa localizar as Lendas e saber o paradeiro de Rip Hunter (Arthur Darvill), que continua perdido.

Sim – se você está achando o início meio confuso, de fato acertou, – pois coerência no roteiro e até na confusa direção – serão coisas difíceis de encontrar. Infelizmente nesta segunda temporada, Legends of Tomorrow fez o caminho inverso da primeira. Se no 1º ano tivemos um grande início – com a qualidade caindo nos episódios finais – aqui nós temos um início desanimador, que melhora e muita com o passar do tempo.

Não podemos reclamar da falta de ritmo, afinal na primeira metade tivemos muitos problemas para a agora capitã Sara Lance/Canário Branco (Caity Lotz), Ray Palmer/Átomo (Brandon Routh), Mick Rory/Onda Térmica (Dominic Purcell), Dr. Martin Stein/Nuclear (Victor Garber), Jefferson “Jax”/Nuclear (Franz Drameh), e os novos integrantes, o já citado Dr. Nate Heywood/Cidadão Gládio e a ex integrante da Sociedade da Justiça da América – Amaya/Vixen (Maisie Richardson-Sellers).

Afinal a Sociedade da Justiça deu o ar de sua graça nesta temporada, trazendo uma variedade de novos poderes e referências ao universo dos quadrinhos. Tivemos um episódio no japão feudal (Shogun), zumbis (Abominations), e o fim do grande crossover das 4 séries da CW – Arrow, The Flash, Supergirl e Legends of Tomorrow, com o episódio Invansion!

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Mesmo com tudo isso, faltava foco a temporada. Talvez a ausência de uma figura vilanesca, tenha tirado toda a sensação de objetivo a equipe. Até que tudo muda no décimo episódio, intitulado The Legion of Doom – quando finalmente a Legião do Mal formada por Malcolm Merlin (John Barrowman), Damien Dahrk (Neal McDonough) e Eobard Thawne/Flash Reverso (Matt Letscher) se unem em busca de um objetivo em comum – roubar os fragmentos da Lança do Destino – a mesma que perfurou Jesus no calvário. Quem a possuir, terá o poder não só de mudar a história, mas a realidade – alterando a seu bel prazer. Cabe as Lendas, impedir que o artefato caia em mãos erradas.

Quando a série de fato ganha um objetivo, a trama avança, e não fica apenas superficial. Ao mesmo tempo em que desenvolve seus personagens, temos boas cenas de ação e efeitos muito bons – apesar de duvidosos em alguns episódios em que há o abuso deles. A direção é segura, e o roteiro escrito por geralmente 2 roteiristas em cada episódio, consegue ter uma continuidade plausível, mesmo sendo escrito por 2 roteiristas diferentes no próximo e assim por diante.

As referências continuam sendo um dos pontos altos da série, e nesta temporada elas ultrapassam as barreiras da cultura pop, vindo direto dos quadrinhos, livros e filmes – tendo episódios inteiros dedicados a isso. A segunda temporada não se limita a citações a Jurassic Park, Perdido em Marte e Paixão de Cristo – tendo no episódio 9, Raiders of the Lost Art o ápice de sua nerdice – que conta com a presença de George Lucas (Matt Angel), ainda em sua juventude, antes de Star Wars, e é lotado de coisas que serviram de “inspiração” para seus futuros filmes.

O episódio Camelot 3000, apesar do título, não adapta a HQ de sucesso de Mike W. Barr e Brian Bolland, mas com certeza se baseia muito em alguns detalhes. Para concluir o show de referências, o antepenúltimo episódio – Fellowship of the Spear – traz J.R.R. Tolkien (Jack Turner) no meio de um conflito em busca da destruição da lança e de quebra apresenta um dos melhores coadjuvantes da série.

Com a série tendo sua melhor harmonia entre direção, roteiro, ação e diversão nos 2 últimos episódios – Doomworld e Aruba – e tendo a sábia decisão de dixar Rip Hunter fora da equipe, deixando Sara como Capitã –  Legends of Tomorrow entrega uma temporada um pouco melhor que a primeira, mas que poderia ser bem mais interessante, se não tivesse tido um início morno e sem ambição. Entretanto Legends of Tomorrow acaba sendo a melhor série da DC na TV, justamente por não se levar a sério e não ter medo de ser nerd, referenciar tudo e se auto referenciar. Estamos diante do produto mais colorido e menos Zack Snyder da editora.


Obs: Acabei esquecendo de ressaltar a direção de arte e figurino da série, que continuam incríveis e retratando com fidelidade as épocas.

 

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DC's Legends of Tomorrow | 2ª Temporada

9.5

Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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