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O universo DC se expandiu, com outros heróis aparecendo nas séries. A ideia foi criar uma unindo esses heróis/vilões, surgindo DC’s Legends of Tomorrow

Após Arrow e The Flash, o universo DC na TV tinha que se expandir, afinal muitos heróis secundários apareciam em ambas a séries. A ideia foi criar uma outra, derivada das duas, unindo esses heróis/vilões, assim surgiu DC’s Legends of Tomorrow, uma adaptação de uma HQ homônima. Os personagens foram introduzidos no decorrer das séries e praticamente firmados em dois episódios, um de The Flash “Legends of Yesterday” e um de Arrow “Legends os Today”. Que serviram também para introduzir o vilão da temporada Vandal Savage.

Rip Hunter volta no tempo de 2166 para 2016. O seu propósito é extremamente pessoal, pois em 2166, Vandal Savage assassina sua mulher e filho. Afim de impedir tal feito, Rip escala oito pessoas para ajudá-lo, com a falsa promessa de que serão “lendas” no futuro, mas na verdade, os oito foram escolhidos, pois sua ausência, não prejudica a linha do tempo, tornando-os descartáveis. Fato que é explicado no início de DC’s Legends of Tomorrow.

É interessante a forma como DC’s Legends of Tomorrow consegue dar espaço aos oito personagens, além de Savage e não deixar ninguém de fora. Capitão Rip Hunter (Arthur Darvill) é o líder amargurado devido ao que aconteceu e cheio de decisões contestáveis, nunca tinha liderado antes e suas falhas aparecem com frequência.

Ray Palmer/Átomo (Brandon Routh) é um dos alívios cômicos de DC’s Legends of Tomorrow, o gênio, bilionário, filantropo (Homem de Ferro?), sempre usa o coração para tomar decisões e tem um romance desnecessário com Kendra/Mulher Gavião (Ciara Renée), que é uma das atrizes mais fracas da série, apesar de ter um dos plots principais, afinal a imortalidade de Savage depende da morte dela e de Carter/Gavião Negro (Falk Hentschel), outro personagem desinteressante, ainda bem que os produtores sabem disso.

A dupla de ladrões Leonard Snart/Capitão Frio (Wentworth Miller) e Mick Rory/Onda Térmica (Dominic Purcell) apresenta a boa e velha química iniciada em Prison Break e continuada em The Flash. Enquanto Snart mostra uma evolução e preocupação melhor com o time, Mick tem uma certa ressalva de início, mas acaba tendo uma ótima reviravolta em sua jornada pessoal.

Sara Lance/Canário Branco (Caity Lotz) ainda tem que  controlar seu desejo de matar, após a saída do Poço de Lázaro, por isso vive em um conflito interior e tem uma bela amizade com Snart, apesar de um início de relacionamento forçado, que felizmente não seguiu adiante. A moça continua sendo a melhor atriz de DC’s Legends of Tomorrow .

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Meu personagem favorito continua sendo Dr. Martin Stein/Nuclear (Victor Garber), ele é o mais velho da equipe, portanto o mais sábio. Isso não limita sua evolução, e o fato de aprender a ser humilde, mesmo sendo um incrível cientista, afinal agora ele faz parte de uma equipe.

Sua contraparte nuclear Jefferson “Jax” (Franz Drameh), ganha carisma, apesar de ser considerado chato por muitos no início, o personagem ganha confiança, e vive em conflito com Martin. Vandal Savage (Casper Crump) o vilão imortal, é aquele vilão que não precisa de origem, apesar de citada e apresentada aqui. Ele é mau, porque sua natureza é má. E seus planos sempre funcionam, afinal está sempre um passo a frente.

A série poderia facilmente se tornar um jogo de “gato e rato”, pois Rip e o time vão a diversos períodos no tempo atrás de Savage. Sem a ajuda dos Mestres do Tempo, do qual Rip fazia parte, a missão se torna mais difícil, afinal ele não tem controle do mesmo. Apenas Gideon (inteligência artificial apresentada em The Flash) é sua companheira.

Felizmente o jogo não acontece e o grupo acaba encontrando outras situações além de Savage para enfrentar. Como a equipe viaja muito no tempo, a ambientação e figurinos da série são impecáveis, em especial nos episódios passados nos anos 50, no velho oeste, aonde encontram Jonah Rex (Johnathon Schaech) e na futura Star City, em 2046, onde encontramos um grande easter egg na pele de Oliver Queen/Arqueiro Verde (Stephen Amell).

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Os efeitos de DC’s Legends of Tomorrow também são de dar inveja em qualquer filme B do cinema, Átomo diminuindo e aumentando de tamanho, as asas de Mulher Gavião e Gavião Negro, as armas de Capitão Frio e Onda Térmica, e o melhor, a junção de Dr. Martin com Jax formando o Nuclear, além do personagem ganhar um uniforme fiel aos quadrinhos.

Ressalto o episódio 12 intitulado Leviathan, que apresenta um luta de gigantes que mostra o poder desses efeitos. LoT vinha com referências nerds até em seu trailer quando Rip diz: “Eu vi Homens de Aço morrerem e Cavaleiros das Trevas caírem”. Felizmente a série é recheada delas com referências a Star Wars, De Volta para o Futuro, filmes de faroeste, Pinóquio (e Ultron porque não), Star Trek e por aí vai.

Legends os Tomorrow se mostra uma série muito divertida e um contraponto necessário a tensão vista em Arrow e apesar de The Flash também ser mais leve, tem mostrado bastante seriedade. É ótimo ver que em sua season finale a série foi ousada e não traiu seu próprio conceito, não tendo medo de matar personagens ou afastá-los. Um leque de oportunidades se abre em sua já garantida segunda temporada, afinal fomos apresentados a Rex Tyler/Homem-Hora, membro da já confirmada Sociedade da Justiça da América.

 

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Legends of Tomorrow | 1ª Temporada

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Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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