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A animação da Dreamworks é divertida e educativa, mas falha em entreter os mais novos, que não estão habituados a muitos conceitos tratados no longa.

O filme conta a história de Peabody, o cachorro mais inteligente no mundo, que depois de conquistar tudo em sua vida decide adotar uma criança humana. Para educar o “filho”, Peabody inventa uma máquina do tempo e a aventura começa quando Sherman usa a máquina sem permissão do cão.

O roteiro de Craig Wright acerta em muitos pontos e peca em alguns outros. A relação entre os personagens, que são pouco desenvolvidos, é humanizada e divertida. A cena em que Sherman e Penny voam em Florença é muito bonitinha e acerta ao selar uma amizade que não daria certo em outras oportunidades.

O foco também é correto e as cenas de ação divertem as crianças, mas a quantidade de piadas envolvendo ciência e história prejudicam as mesmas crianças que não entendem a grande maioria. Piadas envolvendo matemática e personalidades histórias, como Einstein e Édipo, vão agradar mais os adultos. Eu achei isso um pouco controverso, mas é interessante que ensina algumas coisas de história para as crianças sem que estes percebam.

A viagem no tempo também é bem utilizada e não cai em erros por não ter nada muito complexo, afinal é um filme infantil. Optar pelo simples é uma boa maneira de fugir das inconsistências históricas que poderiam surgir.

A direção de Rob Minkoff, o cara que mudou minha infância com O Rei Leão, é muito interessante e tem uma boa movimentação, principalmente nas cenas de ação e de voo, tanto do aeromodelo de Da Vinci, quanto da máquina do tempo – que também é uma nave. Se as cenas são bem dirigidas, os personagens parecem muito simples para as tecnologias atuais. O cão não tem pelos tão realistas e as paisagens não são bonitas. Falta um pouco de apelo visual ao filme, mesmo que a imersão gerada pelo 3D seja incrível.

Na versão brasileira, a dublagem é problemática, tirando a beleza que seria ouvir as vozes de pessoas como Stephen Colbert, Mel Brooks e Stanley Tucci, e tudo o que aparece escrito na tela, inclusive cálculos, não é traduzido e atrapalha as crianças que provavelmente não vão saber o que está sendo passado nesses momentos. A distribuição brasileira deveria ter mais cuidado com um filme que já tem sua dose de complexidade completa.

Um filme interessante e divertido, mas que peca em alguns pontos visuais e erra ao tentar entreter muitos tipos de público ao mesmo tempo. Erros que ainda não tiram o mérito do filme que não decepciona, tendo uma boa moral e ensinando algumas matérias avançadas para crianças mais novas.

 

 

 

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