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Animais Fantásticos e Onde Habitam é melhor do que se imaginava. Um universo todo novo com aquela nostalgia de anos assistindo Harry Potter


Cinco anos depois de Relíquias da Morte Parte 2 ser lançado, eu entro no cinema, desta vez com minhas tias e meus primos, para assistir Animais Fantásticos e Onde Habitam, um filme que traz de volta aquele calor no peito que é assistir a um filme de Harry Potter. Cinco anos mais tarde eu posso finalmente me vingar mentalmente daquele menino que olhou pra minha cara cheia de lágrimas quando aqueles últimos créditos subiram na tela e falou: “Acabou! Agora nunca mais.”. Não acabou, não, inclusive está começando tudo de novo.

Confesso que fui mais contida com essa estreia e até deixei pra ir dois dias depois com minha família. Que arrependimento! Assim que o filme começou a única coisa que passava pela minha cabeça era: Por que diabos eu não assisti no dia do lançamento?

Animais Fantásticos e Onde Habitam foi melhor do que eu poderia imaginar. Pra começar, o filme apresenta o universo bruxo de forma quase que didática, explicando detalhes para que quem nunca viu ou leu Harry Potter (como minhas tias) pudessem compreender tudo. Claro que alguns particularidades ficaram sutis, compreensíveis só a quem acompanhou pelo menos os filmes do bruxinho.

animais fantásticos e onde habitam

A história, que se passa 70 anos antes da de Harry Potter e em Nova York, também é surpreendentemente engraçada. O cinema rompeu em gargalhadas sinceras cada vez que Dan Floger entrava em cena como o atrapalhado Jacob, o não-maj (ou trouxa) que se envolve por acaso com os bruxos. E o que falar de Eddie Redmayne? Sustento um caso de amor com Eddie desde Os Miseráveis, mas na pele de Newt Scamander o ator foi mais uma vez incrível, dando um toque esquisito e ao mesmo tempo delicado ao personagem. Fiquei seriamente pensando se outro ator poderia combinar tão bem com Newt.

Junto a eles, as irmãs Goldstein (interpretadas por Katherine Waterston e Alison Sudol) completaram o divertido quarteto principal. Claro que Ezra Miller, que me assusta desde Precisamos Falar Sobre Kevin, continuou me assustando como o sombrio Credence. O lado mais sinistro de Animais Fantásticos e Onde Habitam ainda contou com  Colin Farrell e Johnny Depp que, em sua rápida aparição fez o que sempre faz em seus personagens mais caricatos. A escalação de Depp para a sequência da trama vem gerando muita polêmica e eu garanto que se quiserem mudar e colocar outro ator ainda dá tempo, porque o Johnny Depp tá tão estranho que meu primo não o reconheceu.

Atuações a parte, Animais Fantásticos e Onde Habitam tem uma fotografia incrível, enquanto maquiagem e figurino continuam impecáveis assim como sempre achei que eram em Harry Potter. Os animais foram realmente fantásticos e eu fiquei com vontade de ter um Nifffler (Pelúcio) de estimação. Outro ponto que foi mais que positivo foi conhecer um mundo bruxo completamente diferente do que o que temos na saga britânica, com nomenclaturas diferentes, feitiços e lugares novos.

Além disso, J.K. Rowling como roteirista é magnífica e continua trabalhando temas delicados como sempre fez. Aqui ela faz uma crítica ao preconceito e a intolerância ao colocar na trama o desejo dos não-maj de criar uma Nova Salém e ao mostrar o sofrimento que a não aceitação pode causar.

Para quem ainda tem dúvidas, Animais Fantásticos e Onde Habitam vale muito a pena até para quem nunca quis assistir a nenhum Harry Potter. Durante todo o longa a sensação de não querer que a história acabasse ficou comigo, junto com o sorriso de alegria de voltar a ver esse universo que faz parte da minha vida há uns dez anos. E a alegria pode continuar, afinal, temos mais quatro filmes pela frente!


OBS 1: Alguém mais ficou sorrindo de felicidade com a cena de Queenie cozinhando? Eu só conseguia me lembrar da Sra Weasley preparando as refeições na Toca.

OBS 2: Viva Lufa-Lufa!


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5 Comments

  1. VIVA LUFA-LUFA!!!!!!!!!!!!!!!!!

    1. Melhor casa! hahaha

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