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Amizade Maldita | Um bom uso de jumpscares

amizade maldita

Condenado por muitos adeptos do inexistente ‘pós-horror’, os jumpscares de “Amizade Maldita” são a melhor coisa do filme


Atualmente, o terror atmosférico tem se sobressaído ao horror convencional, muito por conta de uma grande massa cinéfila, fã de um estilo que não existe: o pós-horror. É claro que, muitos desses filmes se utilizam de clichês, mas possuem particularidades que os subvertem. “Amizade Maldita” é daqueles que pega tudo que deu certo em grandes filmes, mas acaba se perdendo nas próprias metáforas.

Kevin e Beth (Keegan Connor Tracy) notam que seu filho de oito anos, Josh (Jett Klyne), tem passado bastante tempo brincando com um novo amigo imaginário, chamado Z. O que a princípio parece uma relação inofensiva, rapidamente se transforma em algo destrutivo e perigoso. É quando Beth começa a desvendar o seu próprio passado, que ela descobre que Z pode não estar apenas na imaginação do filho.

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Foto: Divulgação

Em seu segundo longa metragem, Brandon Christensen segue a cartilha de filmes como “Babadook”, e usa do misticismo de uma aparição, para retratar o problema de uma família já destruída. Josh é uma criança imperativa, que só quer alguém para brincar. Tendo poucos amigos, os pais não são grandes fãs de interagir com a criança (acredite).

Por isso, o pequeno acaba encontrando conforto nos braços de uma figura, que não parece demoníaca ou fruto da imaginação, mas sim algo mais forte. Christensen se utiliza de momentos surpreendentes e visualmente assustadores, com pouco uso de trilha estridente. Quando apela para a músicas, “Amizade Maldita” se torna fraco e didático.

Foto: Divulgação

A produção começa bem, e de forma ágil já nos deixa a par das mudanças de comportamento do garoto, em boas cenas de tensão, não poupando o espectador de alguma estranheza. Quando ocorre uma virada e certa mudança de protagonismo, “Amizade Maldita” carece de um ritmo mais cadenciado, deixando seus 83 minutos com cara de 120.

O que fica são os bons e eficientes sustos, inesperados na maioria das vezes, além do melancólico final que tenta cortar o mal pela raiz, mas percebe que ele já se fincou.


“Amizade maldita” está em cartaz nos cinemas brasileiros

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