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Filme que traz Vin Diesel como um herói que sempre quis ser, Bloodshot se diverte com os clichês do gênero, mas, até que ponto tudo é brincadeira?

Vin Diesel sempre quis estrelar um filme de super-herói. A voz do Groot do Universo Marvel esteve cotado para ser Raio Negro no filme dos Inumanos, o que acabou não acontecendo e virou uma série horrenda. O certo é que o ator é praticamente um super em sua franquia “Velozes e Furiosos” já que Dominic Toretto e sua família, fazem coisas que até Deus duvida.

Aqui em Bloodshot, Vin ganha um filme para chamar de seu e faz o ex-soldado Ray Garrinson, que ganha poderes especiais de regeneração e metamorfose, graças a uma nanotecnologia no seu sangue. Ressuscitado, sua memória é apagada várias vezes, e sua missão é buscar os verdadeiros culpados pela sua morte e da esposa.

Repleto de reviravoltas, o filme do estreante Dave Wilson mistura as tramas da excelente produção estrelada por Tom Cruise, “No Limite do Amanhã”, e até da comédia de Adam Sandler e Drew Barrymore, “Como Se Fosse a Primeira Vez”, para estabelecer uma história repleta de incertezas. A longa cena de abertura por exemplo é muito bem executada, mas até que momento aquilo que estamos vendo é de fato real?

Bloodshot também brinca com o gênero de super-heróis como um todo. Um vilão fraco com motivações rasas, cenas de ação genéricas (com exceção da plasticidade das cenas em câmera lenta), a sanguinolência por vezes desnecessária e a facilidade com que o herói embarca em viagens internacionais sem passaporte e total certeza se sabe ou não conduzir uma aeronave.

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Tudo é propositalmente muito fácil, mas até que momento tudo é zueira? Ao não se levar a sério na maior parte do tempo, Bloodshot faz com que o espectador não se importe com as consequências ou com os personagens que vem e vão. Não se sabe quem morreu e pode voltar, ou quem pode mudar de lado e chegar de repente na trama com um senso de humor pra lá de duvidoso.

Bloodshot merece o crédito por mexer com esses esteriótipos que cercam grande parte dos filmes de super-heróis, mas pouco se sustenta por si. É simples, e apesar dos bons efeitos visuais, a história é bem previsível.

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Bloodshot

6.5

Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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