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Com uma linguagem atual e jovem, Crshd é um filme com uma imaginação fértil


Tomando como referência filmes como “Superbad” e o recente “Fora de Série” (Booksmart), produções sobre noites inconsequentes de jovens sempre estiveram em alta. Aqui em “Crshd”, temos uma visão mais pé no chão ao contar a história de Izzy (Isabelle Barbier), uma jovem de baixa autoestima e que está a flor da pele por conta de uma prova de astronomia que está prestes a realizar.

Ao lado das amigas, a tímida e de origem indiana Fiona (Sadie Scott) e a lésbica despirocada Anuka (Deeksha Ketkar), tentam entrar na ‘festa do crush’, onde elas precisam enviar cartas a pessoas que gostam, e se foram correspondidas, possuem convite para entrar. A linguagem atual do filme da estreante Emily Cohn é chamativa, por usar do advento das redes sociais.

crshd

Quando fala do Instagram, um feed de fotos aparece, quando as meninas conversam por Whatsapp, janelas surgem na tela. No Tinder, os garotos se materializam na frente das meninas, e por aí vai. É uma espécie de propaganda ambulante, mas que funciona. A narrativa é a mesma dos filmes citados no início: perder a virgindade. Mas acima disso, ter uma experiência para lembrar antes do verão.

Apesar de criativo, o longa tem alguns problemas de direção que denotam amadorismo, e a iluminação por vezes tem suas falhas, algo normal para profissionais de primeira viagem, como a maioria que faz parte de “Crshd”. O visual afetado na maior parte acaba cansando com o tempo, mesmo que próximo ao fim, a diretora ouse com tomadas inusitadas. Toda a ousadia dá lugar a um sentimento de já termos visto coisas parecidas antes, já que na maior parte das produções, a cena da festa escancara problemas de amizade e de confiança que os personagens possuem.

Mesmo com as semelhanças, “Crshd” possui um dinamismo exemplar, muito devido a condução das protagonistas e a química entre elas, que vale ressaltar, são estreantes em uma obra profissional. É uma mistura de tudo que já foi usado antes com certa originalidade, que põe a americana Emily Cohn como uma diretora a ser observada no futuro.

Parecendo uma versão atualizada da série “Mad Fat Diary“, Crshd traz uma história feminina sobre amadurecimento, descobertas sexuais e muito bom humor. Não existe uma grande lição a ser aprendida, e as personagens não mudam muito em relação ao início, dando a impressão de que acompanhamos um episódio divertido da vida dessas garotas.


Filme visto no 7º Festival de Cinema Internacional de Brasília, que estava online e gratuito, entre os dias 21 e 26 de abril.


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CRSHD

7.5

Tiago Cinéfilo
Há 4 anos nessa viagem. Estudante de Rádio, TV e Internet. Ex-Clock Tower, ex-Cinema Com Rapadura e ex-fã de The Walking Dead.

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