Ainbo: A Guerreira da Amazônia – Crítica | O coração no lugar certo

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Animação peruana, Ainbo: A Guerreira da Amazônia une beleza a comentários sobre a preservação do meio ambiente


De uns tempos pra cá, as animações tem tido um importante papel na conscientização de alguns temas, divertindo e passando mensagens profundas na mesma medida.

“Ainbo: A Guerreira da Amazônia” segue a mesma linha, ao contar uma bonita história sobre confiança e amizade, ao mesmo tempo que fala da importância de suas raízes, e do meio ambiente.

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Foto: Divulgação Paris Filmes

Mas, qual a história de Ainbo: A Guerreira da Amazônia?

Ainbo é uma jovem garota que nasceu e cresceu na selva da Amazônia na aldeia de Candamo. Um dia ela descobre que sua terra natal está sendo ameaçada e percebe que há outros humanos além de seu povo no mundo. Usando a ajuda de seus guias espirituais, o tatu magricelo “Dillo” e a anta corpulenta “Vaca”, ela embarca em uma jornada para buscar a ajuda do mais poderoso Espírito Materno da Amazônia, a tartaruga “Motelo Mama”.

Enquanto ela luta para salvar seu paraíso contra a ganância e exploração ilegal, ela também briga para reverter a destruição e o mal iminente do “Yacaruna”, o demônio mais sombrio que vive na Amazônia. Guiada pelo espírito de sua mãe, Ainbo está determinada a salvar sua terra e seu povo antes que seja tarde demais.

O que achamos do filme?

O filme escrito, produzido e dirigido por José Zelada (ao lado de Richard Claus, Brian ClevelandJason Cleveland e Larry Wilson), apresenta valores já vistos em muitas animações hollywoodianas, e também brasileiras, mas da perspectiva do povo indígena.

Ainbo (Lola Raie) é uma mulher forte, determinada a cumprir sua missão, e tem ao seu lado a amiga Zumi (Naomi Serrano). Essa dinâmica entre as duas lembra muito a animação Frozen, e a relação entre irmãs tão diferentes.

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Foto: Divulgação Paris Filmes

O fato de Ainbo ser orfã – em uma jornada ao lado de dois animais divertidos e dispostos a ajudar – se relaciona com O Rei Leão, enquanto o encontro com figuras gigantes e animalescas da Amazônia, flerta bastante com Mogli – O Menino Lobo.

É claro que a produção consegue gerar sua própria identidade, tanto na beleza de suas cores, quanto no carisma dos personagens secundários. Ainbo: A Guerreira da Amazônia une o espírito infantil e a inocência, com tramas adultas, falando sobre o perigo que o homem branco representou (e representa) para a comunidade indígena, e sobre a preservação de uma das maiores florestas do mundo.

Mesmo não sendo original na maior parte do tempo, essa animação peruana é uma boa pedida para o Dia das Crianças, além de respeitar as tradições indígenas sobre ancestralidade, e ressaltar que aqueles que amamos, nunca se vão de fato.


Ainbo: A Guerreira da Amazônia está em cartaz nos cinemas brasileiros

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