Agente das Sombras – Crítica | Ação metódica

agente das sombras
Foto: Divulgação Califórnia Filmes

Um dos últimos filmes de ação com Liam Neeson, “Agente das Sombras” entrega aventura tímida e protocolar


Sabemos exatamente o que esperar de um filme de ação estrelado por Liam Neeson. Quando o que foi entregue é um pouco diferente daquilo que se imaginava, não à toa, ocorre uma sensação estranha e sentimos saudade do bom e velho clichê. Foi assim que assisti “Agente das Sombras”, novo filme de Mark Willians que pretende embolar tramas políticas, familiares e midiáticas em um só filme.

Nesse meio tempo, Liam Neeson precisa brilhar e fazer suas caras de sofrimento e telefonemas ameaçadores. O diretor até tinha se saído bem em “Legado Explosivo”, outro dos seus filmes com o astro, muito por conta de seu enredo alternativo. Aqui, engessado, Mark parece abandonar o que tanto gostamos no longa anterior.

Agente das Sombras - Crítica | Ação metódica 3
Foto: Divulgação Califórnia Filmes

Qual a trama de Agente das Sombras?

Travis Block (Liam Neeson) trabalha para o FBI, mas não é um agente comum. Ele se move pelo mundo das sombras, pelos bastidores, ajudando agentes secretos que se veem numa situação da qual não conseguem escapar.

Ele acaba envolvido numa conspiração, quando um agente secreto questiona os seus superiores. Agora, caberá a Block precisa encontrar esse sujeito, e também descobrir se não está sendo usado pelo homem em quem confia.

O que achamos do filme?

Mark Williams apresentada um discurso mais sério ao mesmo tempo em que usa seu protagonista com ares de galhofada, fazendo poses e mais poses, dizendo frases impactantes enquanto salva alguém. A estética escolhida para evidenciar o problema de transtorno compulsivo de Travis são flashes constantes que pouco acrescentam e mais irritam.

A ação espaçada e quase inexistente dá lugar a uma trama de investigação que até tem seus momentos áureos, mas logo cansa por ser tão metódica quanto seu protagonista. Subtramas recheadas de dramalhão, discursos baratos sobre lealdade e caráter duvidoso e uma discussão rasa sobre estresse tornam “Agente das Sombras” um emaranhado equivocado.

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Foto: Divulgação Califórnia Filmes

A ignorância é uma benção? Essa parece ser a principal discussão do filme, enquanto insere uma criança fofa a fim de dar background e importância ao seu astro, mas a sensação que paira é que Liam Neeson está cada vez mais distante de sua zona de conforto, se é que ela existe.


Agente das Sombras está em cartaz nos cinemas brasileiros. Caso vá aos cinemas, siga todos os protocolos de segurança.

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