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A história de Dragon Ball nos vídeos games

Dragon Ball de A a Z

28 de janeiro de 2018 - 12:22 - felipehoffmann

Finalmente Dragon Ball FighterZ chegou às lojas, trazendo um game de luta renovado, muito bem feito e com um gameplay fantástico.

Originalmente o mangá de Dragon Ball foi lançado 1984 e, embora a série tenha se tornado famosa no ocidente após os anos 90, vários jogos da franquia chegaram por aqui nesse meio tempo. Após os anos 2000 veio uma surra de jogos do anime de Akira Toriyama, na medida em que sua popularidade aumentava.

Preparamos uma lista com todos os jogos lançados do anime até chegarmos no mais recente FighterZ. Que história!

Dragon Power (NES 1988)

O primeiro Dragon Ball lançado no ocidente foi no longínquo ano de 1988. Provavelmente você nunca jogou essa pérola. Ao julgar pela capa, dá para pensar que Dragon Power é um kung-fu genérico inspirado no game, mas realmente é uma versão mais “estilosa” do jogo de ação e aventura japonês.

Alguns personagens tiveram seus nomes alterados e a trilha sonora foi toda modificada para o lançamento nas Américas. Algumas conotações sexuais, como o uso de calcinhas naquele senso de humor de DragonBallniano, também foram censurados.

 

Dragon Ball Z: Super Budoten 2 (SNES 1993)

Chegando na década de 90, Dragon Ball ainda não fazia tanto sucesso quanto no Japão. Até por isso, a primeira versão de Super Budoten nem chegou a ser lançada por aqui. O game foi lançado originalmente para o Nintendo mas em 2015 ganhou um remaster para Playstation.

 

Dragon Ball GT: Final Bout (Playstation, 1997)

O primeiro jogo 3D da franquia, Dragon Ball GT: Final Bout, lançado em 1997, foi o primeiro para os consoles da Sony.

O anime começava a ganhar popularidade no Brasil e algumas outras tentativas de atingir o mercado por aqui não tiveram sucesso. Antes de Final Bout, Dragon Ball: Lost Dub tentou embarcar nos consoles em 89 e, novamente, em 95. Sem sucesso, foram cancelados pela baixa popularidade.

Final Bout chegou trazendo popularidade à franquia, com uma saga que curiosamente não faz parte do canon de Dragon Ball. A Saga GT se passa após o término da Z, mas não conta como sequência do anime.

Após Final Bout, nenhum outro game de Dragon Ball chegou aos consoles até 2002. Desde então, de lá pra cá, temos pelo menos um jogo do anime lançado regularmente por ano, com exceção de 2013.

 

Dragon Ball Z: Budokai I, II e III (Playstation 2 e Game Cube, 2002, 2003 e 2004)

O início da saga Budokai marca também o início do sucesso de Dragon Ball nos consoles. Foi uma avalanche de jogos em sequência, com personagens canônicos da saga de DBZ. Alguns elementos gráficos foram adicionados com a evolução dos consoles. Os poderes de Ki e explosões de energia, como Kamehameha poderiam ser usados frequentemente.

Uma coleção em HD dos 3 Dragon Ball Budokais foi lançada em 2012 para os novos consoles da geração.

 

Dragon Ball Z: The Legacy of Goku I e II, Taiketsu, Buu’s Fury, Dragon Ball GT: Transformation (Game Boy Advance, 2002, 2003, 2004 e 2005)

Ao mesmo tempo do início da séries Budokai, Dragon Ball Z: The Legacy of Goku começava sua trajetória no amado GBA. Desenvolvida pela Webfoot Technologies, o jogo de RPG fez sucesso no console da Nintendo e a empresa resolveu lançar toda a saga de DBZ. Já Taikestu e Transformation foram um beat-em-up  bem old school com quase todos personagens da saga jogáveis.

 

Dragon Ball Z: Collectible Card Game e Dragon Ball: Advanced Adventure (Game Boy Advance, 2002 e 2006)

Com o sucesso do Game Boy no ocidente, games como Pokemon e Yu-Gi-Oh começaram a despontar no console. Dragon Ball se apoiou na ideia e saiu distribuindo jogos incansavelmente. Collectible Card Game era um jogo de turnos, simulando os clássicos torneios de artes marciais. Já Advanced Adventure faz o beat-em-up apoiado na evolução que o console permitia.

 

Dragon Ball Z: Supersonic Warriors I e II (Game Boy Advance e 3DS, 2003 e 2005)

A Arc System Works é mais conhecida por ter lançado os famosos BlazBlue e Guilty Gear, e no início dos anos 2000 lançou Dragon Ball Z: Supersonic Warrior. A desenvolvedora é famosa por criar bom jogos de lutas e com a série Supersonic não foi diferente, tendo recebido elogios na jogatina. Os modos do game eram ligados à história original de Dragon Ball, jogando cada arco na perspectiva do personagem escolhido na jogatina.

Assim como em Dragon Ball Z, Supersonic Warriors também apresenta aquele esquema de luta em equipe, podendo jogar com até 3 personagens e trocá-los conforme quiser durante o curso da batalha.

 

Dragon Ball Z: Sagas (PS2, Xbox, e GameCube, 2005)

Em 2005, Dragon Ball Z: Sagas se tornou o primeiro e único Dragon Ball a ser lançado originalmente para Xbox. Foi também o primeiro a ser feito totalmente nos EUA. Infelizmente as críticas do jogo não foram nada positivas. O site GameSpot chamou o game de “curto, feio, lento, travado e que deixa com dor de cabeça”. Eita.

 

Super Dragon Ball Z (Playstation 2, 2006)

Um ano depois, Dragon Ball Z foi lançado para PS2. Não confunda com esse com Dragon Ball Super, são duas pegadas diferentes. Super DBZ é um cel shading que tinha uma direção artística bem próxima ao mangá e foi muito muito bem recebido pelo público, assemelhando-se mais com o estilo de jogos da Capcom do que a série Budokai.

 

Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi I, II e III (Playstation 2 e Wii, 2005, 2006 e 2007)

O nome pode enganar, mas Budokai Tenkaichi é diferente daquele Budokai. Lançado em 2005, esse Dragon Ball utiliza em sua maior parte a estética over-the-shoulder que vai acompanhando o personagem e se adaptando à cada luta.

O nome “Budokai Tenkaichi” é uma versão arranjada do torneio de artes marciais da série, em japonês. Se traduzirmos ao pé da letra, ficaria algo como “O Torneio de Artes Marciais Mais Forte dos Céus”.

A série Tenkaichi foi um sucesso absoluto no PS2.

 

dragon ball shin budokai

Dragon Ball Z: Shin Budokai, Burst Limit e Infinite World (PSP, PS2, PS3 e Xbox 360, 2006, 2007 e 2008)

Esses foram os últimos jogos lançados para PS2 e os primeiros para PS3, já com gráficos otimizados com a potência do console. A série Dragon Ball já estava estabelecida nos consoles e a mecânica de Budokai foi replicada nos jogos seguintes, utilizando personagens da saga GT.

 

dragon ball origins

Dragon Ball Z: Harukanaru Dnsetsu, Origins, Origins 2 e Attack of the Saiyans (DS, 2007, 2008, 2009 e 2010)

Continuando a enxurrada de jogos de Dragon Ball durante os anos 2000, o DS foi um dos consoles mais dominados pelos Sayajins, com uma grande variedade de títulos e gêneros. Enquanto Harukanaru Densetsu e Attack of the Saiyans exploravam a temática RPG, a saga Origins se baseava em no action-adventure. Dragon Ball Origins foi o primeiro game lançado no ocidente a usar as origens de Goku para criar sua história.

 

dragonball evolution

Dragonball Evolution (PSP, 2009)

Lembra daquele filme horrível de Dragon Ball, chamado Dragonball Evolution? Poisé, resolveram criar um jogo, cânone da saga Budokai, e homônimo do filme. A única coisa favorável nesse game é poder jogar com Bulma pela primeira vez.

 

dragon ball raging blast

Dragon Ball: Raging Blast, Raging Blast 2, Tenkaichi Tag Team e Ultimate Tenkaichi (PS3, PSP e Xbox 360, 2009, 2010 e 2011)

A saga Raging Blast deu o pontapé exclusivo da sétima geração de consoles. Tenkaichi Tag Team e Ultimate Tenkaichi também davam sequência àquelas de Budokai. Foi por aí que começaram a esgotar as fontes de ideia com Dragon Ball. Era tanto título que o mercado já estava fadigado.

 

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Dragon Ball: Revenge of King Piccolo (Wii, 2009)

Único jogo exclusivo para o Wii, Dragon Ball: Revenge of King Piccolo é um arcade no estilo beat-em-up de plataforma. A história tem como plano de fundo todo o Exército Red Ribbon e os primeiros arcos do vilão Piccolo Daimao, clássico do mangá. Mesmo com uma pegada mais infantil, esse Dragon Ball oferece uma jogatina interessante e um olhar diferente sobre uma saga pouco explorada.

 

Dragon Ball Z for kinect

Dragon Ball Z for Kinect (Xbox 360, 2012)

Dragon Ball Z for Kinect foi uma tentativa extremamente frustrada de lançar um jogo de luta exclusivo para o sistema de captura de movimentos da Microsoft. Bem, erraram feio, erraram rude. O game tem lutas sonolentas e simplesmente o Kinect falha naquilo que se propunha. RIP Kinect.

 

Dragon Ball Battle of Z

Dragon Ball Z: Battle of Z (PS3, Xbox 360 e Vitta, 2014)

Esse foi o primeiro Dragon Ball com os personagens do filme Battle of Gods, contando com a presença de Bills, Whis e Goku Deus, a nova evolução sayajin do herói. O game conta com uma infinidade de lutadores mas não propõe nada muito novo. Um jogo de ação sem história e muita porrada.

 

Dragon Ball Z: Dokkan Battle

Dragon Ball Z: Dokkan Battle (Mobile, 2015)

Dragon Ball sempre explorou as mais diversas plataformas. Até jogo pro Vitta já rolou. No Japão já existiam alguns jogos para smartphones, mas só em 2015 chegou aqui no Brasil. O game é um puzzle card free-to-play que, no Oriente, bateu a marca de 13 milhões de downloads. Você pode baixar aqui, é de graça mesmo.

 

Dragon Ball Xenoverse

Dragon Ball Xenoverse e Xenoverse II (PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One, Switch e PC, 2015 e 2016)

Depois da série Budokai, a desenvolvedora Dimps trabalhou da franquia Xenoverse. Talvez a mais bem sucedida em muito tempo. Além de jogar com os personagens clássicos do anime, a premissa do jogo era criar um lutador próprio dentro das raças disponíveis e seguir uma história com base nela. Foram dois jogos muito bem avaliados, que revigoraram as história de Dragon Ball

 

Dragon Ball Z extreme Budoten

Dragon Ball Z: Extreme Budoten (3DS, 2015)

A Arc System Works retornou com Dragon Ball depois de muito tempo, lançando Dragon Ball Z: Extreme Budoten, exclusivo para 3DS. Curiosamente, a franquia Budoten apareceu no lançamento do SNES e depois no 3DS.

 

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Dragon Ball Fusions (3DS, 2016)

Fusions foi um RPG baseado na customização do personagem e suas inúmeras fusões. Pouco badalado, recebeu boas indicações mas com Xenoverse no mesmo ano, acabou tirando o brilho de um jogo interessante.

 

dragon ball fighter z

Dragon Ball FighterZ (PS4, Xbox One, e PC, 2018)

44 jogos depois, o último Dragon Ball chegou no mercado e com certeza foi o mais aguardado em muito tempo. Dragon Ball Fighter Z faz o estilo 3v3, num formato similar à consagrada franquia Marvel vs Capcom. Ogame trabalha muito bem o 3d dos cenários com o 2d dos personagens, na estética dos animes. Seu modo história oferece momentos interessantes no Universo 6 e apresenta todos os personagens da saga Dragon Ball Super.