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Novo filme da Amazon Prime Video estrelado por Joseph Gordon-Levitt, 7500 é tensão do início ao fim


Unir uma figura calma e tranquila a uma situação tensa não é novidade no audiovisual. Geralmente o cinema costuma fazer isso com personagens outrora imutáveis e bondosos, forçando-os a passar por situações extremas, para ver até onde aquela personalidade vai.

Em “7500”, a paciência e parcimônia de seu protagonista são colocadas a prova quando um avião de grande porte é sequestrado por terroristas em um voo de Berlim para Paris e um grupo de jovens busca invadir a cabine da aeronave. O piloto Tobias Ellis, contra o tempo, tenta negociar uma possível rendição com o sequestrador.

Num papel de total entrega de Joseph Gordon-Levitt, o primeiro longa de Patrick Vollrath consegue manter a atenção do espectador em seus 93 minutos. Passando-se quase que inteiramente na cabine do piloto, a história é simples, e agravada pela presença da mulher de Tobias, Gökce (Aylin Tezel) como comissária de bordo do voo.

7500

Assim, questões de ética, profissionalismo, e valores morais são trabalhadas aqui. Pensar em si mesmo e naqueles que ama, ou salvar centenas de vidas? Gradualmente, ‘7500’ constrói um sentimento de claustrofobia com calma, afinal, todos os procedimentos para pilotar uma aeronave são tratados com o mínimo cuidado possível.

A voz calma que Joseph Gordon-Levitt impõe ao personagem, contrapõe a câmera intensa de Vollrath, que nos coloca dentro da ação, transitando entre momentos de puro desespero e outros de total calmaria. O início de ‘7500’ é todo feito com as filmagens de segurança do aeroporto, nos dando um vislumbre do que veríamos a seguir, com Tobias acompanhando tudo que se passa no avião, pela câmera de sua cabine.

Essa sensação de impotência claramente proposital ajuda a construir o clima de ‘7500’, mesmo que em boa parte do filme, seus temas mais profundos como a motivação dos sequestradores, não sejam tão bem desenvolvidos assim. Tecnicamente, o filme causa a sensação de incômodo constante, mas seu discurso reforça reflexões sobre xenofobia e imigração que poderiam ser melhor trabalhadas, se tivéssemos mais tempo.

Se a proposta foi apenas nos deixar desesperados com a ausência de trilha sonora e as batidas constantes na porta da cabine do avião, ‘7500’ se sai bem. O senso de urgência e o sentimento das coisas se passarem em tempo real, são aumentados a cada instante.  Há espaço para o drama de um piloto, mas não para discussões sérias sobre o povo turco, infelizmente.


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Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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