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Um ônibus cheio de crianças francesas é sequestrado por pessoas armadas até os dentes no distante ano de 1976 no Djibouti, então a última colônia francesa e uma jovem professora americana tenta heroicamente salvar o dia 15 Minutos de Guerra.

Essa é a premissa inicial do filme francês que foi destaque em Tela Quente da Globo.

Esse é o terceiro filme do diretor franco-canadense Fred Grivois e em 15 Minutos de Guerra, o diretor entrega uma obra política, perigosa, recheada de tensão e nem tão curta quanto o título do longa sugere.

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Foto: Reprodução

Qual o enredo de 15 Minutos de Guerra?

Segundo a sinopse oficial do filme, estamos em Djibouti em fevereiro de 1976. Aqui, “um pequeno grupo separatista, que exige a anexação da colônia francesa à vizinha Somália, faz 31 crianças e seu professor como reféns. Enviado para o local, o capitão militar André Gerval posiciona sua equipe de comando de elite e se prepara para o ataque. Ansiosos para lutar contra os terroristas fortemente armados o mais rápido possível, os militares devem esperar a aprovação das autoridades francesas, que defendem um resultado sem crise e sem derramamento de sangue“.


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Trailer de 15 Minutos de Guerra

15 Minutos de Guerra Elenco

No elenco do filme francês exibido na Globo, em Tela Quente, estão: Olga Kurylenko, Michael Abiteboul, Vincent Perez, Ben Cura, Fred Grivois, Alban Lenoir, Guillaume Labbé, David Murgia, Josiane Blasko, Kevin Layne e Sébastien Lalanne

Foto: Reprodução

Qual a história real de 15 Minutos de Guerra?

Djibouti foi a última colônia francesa na África, em parte graças à grande minoria Afar, que sempre votou para manter os laços com a França.

Na década de 70, eles recorreram a uma insurreição em grande escala contra o governo opressor, de maioria somali, e a independência era inevitável no ano de 1976, mas os nacionalistas somalis e militantes se sentiram compelidos a sequestrar um ônibus escolar cheio de crianças como reféns.

Apesar da hesitação dos comandantes, a missão de resgate representou o nascimento do serviço de comando francês GIGN. Do aperto de mão inicial até o eventual ataque são vividamente dramatizados em 15 Minutos de Guerra.

A missão de resgate em questão não dependeu apenas da bravura de uma professora, mas também de uma unidade especial da polícia francesa. A operação real, aqui liderada pelo comandante Andre Gerval (Alban Lenoir), levaria à criação da polícia tática especial francesa, a GIGN, uma unidade das Forças Especiais que é rotineiramente encarregada para esses tipos de missões, quase impossíveis de serem resolvidas.

15 Minutos de Guerra se dedica mais à mecânica de como uma professora e um grupo de cinco soldados especialmente treinados se viram tentando salvar um ônibus cheio de crianças inocentes das mãos de terroristas que querem que a colônia francesa de Djibouti se torne parte do território independente da Somália, que faz fronteira com o país.


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Foto: Reprodução

Relatos dos sobreviventes

Levei mais de dez anos para recuperar o sono como qualquer outra criança da minha idade.

Nathalie, uma das reféns do atentado

Embora o filme não seja totalmente fiel aos fatos, naturalmente, Nathalie, que tinha seis anos em 1976, se perguntou se ficaria viva até o final quando viu o filme. Segundo ela, uma cena foi particularmente difícil de ver.

“Quando os terroristas entram no ônibus. Quase fiquei sem fôlego.”

A ação dos terroristas com os reféns durou 36 horas no posto fronteiriço de Loyada. Duas meninas foram mortas pelos sequestradores. Após a ação, as crianças sobreviventes foram retiradas do ônibus para receber os primeiros socorros e serem levadas de helicóptero à base francesa em Djibouti. Essa é a única coisa que Yonis, de nove anos na época do incidente, se lembra.

“Nossos respectivos pais vieram nos buscar e é isso. É o último momento que me lembro falar disso.”

Foto: Reprodução

Situação das vítimas não é reconhecida oficialmente

A associação “The Forgotten Loyada”, criada em 2016, faz campanha até hoje para que sobreviventes sejam reconhecidos pelo Estado e como vítimas de terrorismo.

Para Yonis, isso seria uma boa coisa, principalmente para homenagear a memória dos “dois pequeninos” , que morreram naquele dia.

Este reconhecimento foi prometido pela França no passado, mas a associação lamenta que o executivo se recuse a comunicar a lista de todos os sobreviventes, embora fossem filhos de soldados franceses.

Em 1976, não existia apoio psicológico à vítimas de situações traumáticas como o caso de 15 Minutos de Guerra,  e as relações por vezes ambíguas entre a França e Djibouti silenciaram, durante 43 anos, os reféns daquele ônibus.


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