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Viagem no Tempo: O Mágico de Oz (1939)

7 de Março de 2014 - 17:33 - Flávio Pizzol

Quem assistiu ou acompanhou alguma coisa do Oscar, que aconteceu no último domingo, ficou sabendo que esse ano o filme O Mágico de Oz, um dos maiores clássicos do cinema, completa 75 anos. Um filme criativo, bem produzido e atemporal que todos deveriam conhecer.

Mesmo quem não viu o filme conhece a história de Dorothy, a garotinha do interior do Kansas que vai parar na terra mágica de Oz. Lá ela precisa enfrentar a bruxa má e encontrar o misterioso mágico que dá nome ao filme, sempre contando com a ajuda do Espantalho, do Homem de Lata e do Leão Covarde.

Não é necessário tanto tempo para perceber por que o filme é considerado uma obra-prima por todas as pessoas que trabalham co cinema. Primeiramente, O Mágico de Oz representou um grande avanço para o cinema da época, sendo o primeiro filme filmado através da técnica conhecida com Technicolor. Inclusive, eu acredito que o filme em si é uma homenagem a esse avanço, onde Oz seria o futuro do cinema.

O filme começou a ser produzido em outubro de 1938, passando pelas mão de 14 roteiristas e 5 diretores, sendo Victor Fleming – que também dirigiu o clássico “E o Vento Levou” – foi o principal e único diretor creditado no filme. As filmagens eram realizadas em estúdios que continham todos os cenários construidos. Uma direção de arte mais do que espetacular marca o mundo mágico de Oz.

Além da direção de arte e das filmagens em Technicolor, outros avanços cinematográficos podem ser percebidos no filme. A maquiagem e os efeitos especiais são tão inovadores que não envelhecem, mesmo depois de 75 anos. Isso sem contar o figurino espetacular que continha mais de 100o peças usadas pelos 600 atores contratados para o filme. Toda a parte técnica do filme é marcada pela inovação, criatividade, cuidado e minúcia dos produtores do filme.

Outra característica clássica do filme é sua magnífica – e vencedora do Oscar – trilha sonora, principalmente a música “Over the Rainbow”, que, acreditem, quase foi cortada do filme por que Judy Garland interpretava a música em um curral. O responsável por manter a música, que também venceu o Oscar, foi o produtor Arthur Freed.

Entretanto, não é só “Over the Rainbow” que compõe a trilha do filme, ainda que sua versão instrumental toque em vários momentos. As outras canções, como a ótima “Ding Dong! The Witch is Dead”, também são bem produzidas, tendo letras interessantes, que casam perfeitamente com o roteiro, e melodias super divertidas.

As atuações também são muito boas. Judy Garland se destacou e ficou famosa através da sua bela Dorothy, assim como Frank Morgan (O mágico e diversos outros personagens secundários). Ray Bolger (Espantalho), Bert Lahr (Leão Covarde), Jack Haley (Homem de Lata) e Margaret Hamilton (Bruxa Má do Oeste) também marcaram época com atuações bem caracterizadas.

Mesmo com o todo o avanço técnico e a produção minuciosa, a bilheteria do filme nos cinemas americanos foi tímida e mal deu pra pagar a produção do filme, contrariando todas as expectativas que a MGM depositava no musical. O filme só ficou realmente famoso depois do seu relançamento em 1949 e das posteriores exibições na televisão.

Um filme inovador, brilhante, querido, emocionante e cultuado que merece – e vai -ficar na cultura pop por muito tempo. Não acredito que exista uma pessoa no mundo que nunca tenha ouvido uma música, uma fala ou visto uma cena desse clássico do cinema.

Seu sucesso e sua vivacidade são mais do que merecidos. Parabéns O Mágico de Oz”!

OBS 1: Os amantes de teorias da conspiração dizem que a edição do filme é perfeitamente sincronizada com o disco Dark Side of the Moon, da banda Pink Floyd. Os mais corajosos podem tentar assistir os dois ao mesmo tempo.

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por Flávio