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Top 15: Piores Filmes do Segundo Semestre (2016)

31 de dezembro de 2016 - 14:00 - Flávio Pizzol

Esse ano já pode ser considerado horroroso em diversos aspectos e as coisas continuam uma bosta quando os assuntos são piores filmes do semestre (acesse a primeira parte aqui). Afinal de contas, cada bom filme vem seguido por duas ou três bombas que – muitas vezes – não merecem nem o tempo de se escrever uma crítica. Mesmo passando longe de alguns desses filmes, nós fizemos uma votação e separamos 15 filmes de 2016 que não precisam ser assistidos (ou revistos, no nosso caso) tão cedo.

15- Gênios do Crime (por Tiago Walker)

Um elenco talentoso, formado por Zach Galifianakis, Owen Wilson, Kristen Wiig Jason Sudeikis, totalmente desperdiçado em um roteiro bagunçado e uma direção amadora que só conseguem encontrar graça nas piadas físicas. Pra passar longe.

14- O Lar das Crianças Peculiares (por Felipe Hoffmann)

Tim Burton deixa claro (ou escuro no caso) quando seus filmes são lançados: sua marca estética é indiscutível, sempre com uma característica própria. Contudo, em O Lar das Crianças Peculiares o diretor passeia pelo gênero infantil, adaptando uma obra literária mais pesada, com discussões profundas sobre alcoolismo e guerras. No filme, esses tópicos são apontados de forma superficial, com mistérios inexplicáveis e esquecidos. Burton testa um gênero pouco explorado por ele, mas peca na condução do longa e prejudica o desenvolvimento dos personagens.

13- Virei um Gato (por Tiago Walker)

Porque diabos Kevin Spacey topou fazer isso? Sem mais!

12- A Lenda de Tarzan (por Flávio Pizzol)

A Lenda de Tarzan não era um dos filmes mais esperados do ano, mas prometia uma releitura diferente e cheia de ação para uma das histórias mais adaptadas de todos os tempos. Consegue entregar um versão nova para o herói, mas escorrega na condução da trama, nos trejeitos quase sobre-humanos de vários personagens e nos efeitos especiais bem fracos para uma produção de grande orçamento. Pode ser um escape para as tardes chuvosas, mas passa longe de ser tão bom quanto merecia.

11- Ouija: A Origem do Mal (por Tiago Walker)

Apesar de vir de bons filmes de terror, Mike Flanagan erra completamente a mão neste. O prelúdio de Ouija até que começa bem, mas se perde nos dois atos seguintes quando tenta colocar inúmeros elementos narrativos em um pouco espaço de tempo. Tirando as crianças do longa que rendem boas atuações, o restante parece estar no automático.

10- Pequeno Segredo (por Flávio Pizzol)

Em um ótimo ano para o cinema nacional, Pequeno Segredo é um filme que já estreou marcado pela polêmica indicação ao Oscar. Eu preferi conferir antes de criticar e me deparei com um longa arrastado e vazio que não consegue construir a tensão em torno do segredo do título ou sequer emocionar o espectador. São bons atores e monólogos muito bonitos a serviço de personagens rasos e uma trama cheia de buracos que só fazem sentido para o diretor. Já está fora da disputa pelo Oscar há muito tempo e eu não tenho como discordar.

9- Última Premonição (por Tiago Walker)

Com toda certeza, A Última Premonição é um dos piores filmes do ano, graças a um roteiro confuso e fraco. No fim, as coisas começam a fazer mais sentido, mas é prejudicado por atuações extremamente fracas de Isla Fisher e Anson Mount.

8- É Fada! (por Flávio Pizzol)

Seguindo os recordes de Paulo Gustavo, Leandro Hassum e Ingrid Guimarães nas bilheterias nacionais, É Fada! nasceu como uma forma muito clara de aproveitar o sucesso dos youtubers no cinema e isso não é problema nenhum. Na verdade, é um movimento muito natural. O problema é que o roteiro tem um desenvolvimento quase nulo, as piadas só funcionam com um público específico, os números de dança interrompem a trama de forma estúpida e a produção tem problemas de produção que nem iniciantes cometeriam. Só assista, se for fã da Kéfera e ponto final!

7- Satânico (por Tiago Walker)

Como o terror sofre… Satânico é uma bagunça visual cheia de burrices e clichês repetidos a exaustão que ainda tenta forçar uma reviravolta, que eu não entendi o motivo até agora. Apesar de boas atuações, tem diálogos horríveis e merece o sétimo lugar na lista.

6- Ben-Hur (por Felipe Hoffmann)

A versão original de Ben-Hur é um dos filmes mais marcantes da história do cinema. Uma obra prima de quase quatro horas e vencedora de onze estatuetas. Sua adaptação mais enxuta se encarrega de torcer em panos molhados uma versão mais adaptada ao comercial de hoje. Porém, o que faz do longa um dos piores do segundo semestre é a escolha por um blockbuster que até tem bons momentos, mas escorrega na forma de passar a mensagem do livro, apressando a epopeia e perdendo um pouco de sua religiosidade.

5- Fora do Rumo (por Tiago Walker)

Quem diria que um filme com Jackie Chan e Johnny Knoxville daria tão errado assim. Tem boas cenas de luta que seguram toda a diversão do filme, mas o roteiro é bobo, e cheio de reviravoltas desnecessárias. Quinto e merecido lugar nessa lista!

4- A Era do Gelo: O Big Bang (por Ricardo Savergenini)

Realmente não sei porque fizeram esse filme. Cresci vendo essa franquia, mas chegou num ponto que simplesmente perdeu a graça. Na sessão em que eu estava, os espectadores dos outros longas de Era do Gelo não riram e nem as crianças se divertiram tanto, então podiam terminar tudo e parar de destruir essa boa série da minha infância.

3- Esquadrão Suicida (por Felipe Hoffmann)

Esquadrão entra no nosso pódio dos piores por algumas razões. O corte absurdamente ilógico em sua versão final, o tom indeciso do longa, piadas sem timing, excelente trilha sonora jogada à moda vão simbora e uma montagem estranha que prejudica o desenvolvimento dos personagens. Some a isso o grande hype que o longa criou, com um marketing de estreia excepcional que foi destruído ao ver o produto final. Suicide Squad é a receita do fracasso de uma ótima ideia que tinha tudo para ser o ponto de virada da DC nos cinemas. Infelizmente não se sustentou na mão da Warner e fomos obrigados a ver uma obra bem abaixo da esperada.

2- Festa da Salsicha (por Flávio Pizzol)

Festa da Salsicha é um filme que arranca risadas dos fãs de Seth Rogen e sua trupe, mas essa animação adulta tem mais pontos baixos do que acertos. Apesar de algumas piadas acertadas e críticas religiosas maravilhosas, o roteiro cai no óbvio, a dublagem erra em algumas referências puramente nacionais e os personagens exageram nos xingamentos de uma forma que deixa de ser natural. É como se eles tivessem que avisar a todo instante que o longa não foi produzida para crianças, sendo que o sexo é presença constante desde os primeiro minutos.

1- Assassino à Preço Fixo 2 (por Flávio Pizzol)

E o topo dessa lista deplorável fica com uma continuação desnecessária que entrega um roteiro escrachado e cheio de reviravoltas horrorosas, cenas de ação pouco divertidas dentro do retrospecto de Jason Statham e atuações que não merecem nenhum comentário. Assassino à Preço Fixo 2 (e seu subtítulo horroroso) não prende atenção, não diverte e joga fora até os cenários paradisíacos ao usar um fundo verde para recriar o Rio de Janeiro. Deplorável e, obviamente, merecedor desse primeiro lugar.