Top 15: Melhores Filmes do Segundo Semestre

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O ano vai chegando ao fim e nós começamos a fazer todas as listas possíveis para avaliar um ano que tem recebido apelidos pouco carinhosos nos últimos dias. No nosso caso, a melhor forma de curar a ressaca de 2016 é completar nossa lista de melhores do ano (confira as escolhas do primeiro semestre aqui) com mais 15 longas que estrearam entre julho e dezembro.

Para isso, cada membro da nossa redação vota nos seus favoritos em uma votação aberta onde amizades podem ser desfeitas e regras acabam quebradas. Depois de um pouquinho de discussão, nós fechamos uma lista que leva em conta a opinião geral e não o que cada um pode ter escrito em sua crítica na época do lançamento. Dito isso, ignore tudo o que leu antes e confira nosso Top 15 de Melhores Filmes do Segundo Semestre:

15- Elle (por Flávio Pizzol)

Eu assisti Elle pouco antes de viajar para a CCXP, por isso acabei não conseguindo escrever uma crítica completa sobre o longa até hoje. Mesmo assim, preciso adiantar que o novo longa de Paul Verhoven merece ser discutido pelo empoderamento feminino inserido no roteiro, pela construção de uma das protagonistas mais fortes dos últimos anos (Isabelle Huppert está magnífica), pelo suspense muito bem construído e pelo estudo psicológico proposto ao final. Um filme forte e muito interessante.

14- The Invitation (por Tiago Walker)

Com um dos melhores finais desse ano, The Invitation não chegou aos cinemas do Brasil, mas chegou a Netflix e apresentou uma dose de terror e suspense na medida certa. O trunfo da produção acontece quando a diretora Karyn Kusama omite se o protagonista está certo ou se está apenas tendo uma paranoia, Logan Marshall-Green entrega toda a carga dramática necessária, e o elenco de apoio funciona tão bem quanto.

13- Sully: O Herói do Rio Hudson (por Daniel Pereira)

O drama estrelado por Tom Hanks remete ao famoso pouso forçado feito pelo Capitão Chesley “Sully” Sullenberger no Rio Hudson em 2009. A direção de Clint Eastwood entrega um filme que consegue prender o público, apesar de chegar ao fim com certa repetição do clímax dramático. Considerando que todo o episódio ocorreu de fato em apenas 208 segundos, o filme merece estar nessa lista.

12- O Roubo da Taça (por Flávio Pizzol)

Em um ano em que muitos filmes brasileiros mereceram um lugar nessa lista e O Silêncio do Céu acabou até ficando de fora, a comédia O Roubo da Taça ganhou vários prêmios em festivais – e sua vaga aqui – graças as atuações surtadas, o humor requintado e estupidez própria de um roubo que só poderia ter acontecido no Brasil.  Merece ser visto, no mínimo, pela presença espetacular de Taís Araújo!

11- Capitão Fantástico (por Tiago Walker)

Pra mim a melhor produção desse segundo semestre, o filme dirigido por Matt Ross tem um texto inteligente, belas atuações (alguém dê um Oscar a Viggo Mortensen) incrível trilha sonora (que bela versão de Sweet Child O’ Mine) e uma fotografia viva e colorida até nos momentos de tensão. Tudo bem filosófico e com o objetivo de transmitir que não existem lados certos, seja ele rústico ou não.

10- Mãe Só Há Uma (por Flávio Pizzol)

Mais um longa brasileiro na lista, o novo trabalho de Anna Muylaert (Que Horas Ela Volta?) possui um controle sensacional da linguagem cinematográfica, mais alguns planos-sequência cheios de significado e uma temática que merece ser discutida pela nossa sociedade. Mãe Só Há Uma é um filme simples, mas incrivelmente poderoso.

9- Águas Rasas (por Tiago Walker)

Visto duas vezes, uma no cinema e outra com minha mãe (que ama filmes de tubarão e bichos em geral), Águas Rasas surgiu com certa desconfiança, afinal, seria possível segurar um filme apenas com uma protagonista e um tubarão. A ótima direção de Jaume Collet-Serra mostrou que sim. Com uma bela edição e adição de uma gaivota que serve de alívio cômico, a linda Blake Lively segura a produção, e entrega um dos filmes mais tensos do ano.

8- Star Trek: Sem Fronteiras (por Pardal)

O longa que celebra os 50 anos de Star Trek é com certeza um dos melhores blockbusters do ano! Recheado de ação e aventura, Star Trek: Sem Fronteiras dá gás à franquia, continuando a atualização para as novas gerações começada com J. J. Abrams. O competente Justin Lin faz um ótimo trabalho, mesclando cenas contemplativas, como o foco inicial na Enterprise, e de pura ação, como a sequência da moto ou, na minha humilde opinião, a segunda melhor cena dessa lista com o climax ao som de Sabotage, dos Beastie Boys. Destaque também para a bonita homenagem ao mestre Leonard Nimoy.

7- Doutor Estranho (por Ricardo Savergenini)

Pra mim, esse filme está no top 5 de melhor longas de super heróis que eu já vi. Não consigo achar nem um ponto pra criticar. Seguindo uma tradição minha, não vejo mais o trailer pra não criar expectativas e chegar no cinema pra aproveitar o filme inteiramente e Doutor Estranho me deixou espantado com uma experiência visual incrível, além de um roteiro bem amarrado e divertido.

6- Dois Caras Legais (por Flávio Pizzol)

Dois Caras Legais é um daqueles filmes que poderia passar completamente despercebido, caso não tivesse um longa cheio de grandes nomes. É uma comédia noir que homenageia os longas policiais dos anos 70 com uma série de situações quase impossíveis, risadas na maior parte da sua exibição e atuações debochadas de Ryan Gosling e Russell Crowe. Já está disponível na Netflix e merece ser visto!

5- Animais Fantásticos e Onde Habitam (por Felipe Hoffmann)

Animais Fantásticos e Onde Habitam é o ponto inicial de uma nova era dos bruxos. A famosa franquia Harry Potter ganha fôlego em outras caras, mais adulta e com um nível maior de suspense. A roteirista e criadora J.K. Rowling soube expandir um universo já consolidado, adicionando ainda mais magia e personagens cativantes numa fórmula de sucesso.

4- Kubo e as Cordas Mágicas (por Flávio Pizzol)

Kubo é a melhor animação do ano e merece esse quarto por inúmeros motivos. Tem um roteiro que agrada crianças e emociona adultos, sabe como construir suas reviravoltas com suporte de uma trama fantástica, utiliza o stop-motion e algumas técnicas artísticas japonesas com fluidez nas cenas de ação e ainda tira proveito de uma metalinguagem que me ganhou desde os primeiros minutos. História e visual trabalhados com eficiência para arrastar o espectador em uma experiência mágica.

3- Rogue One: Uma História Star Wars (por Pardal)

Rogue One é “GUERRA nas Estrelas” do começo ao fim! Muito longe de ser só mais uma forma da Disney ganhar mais milhões em cima da franquia, o filme traz significado para o universo e para os fãs. Encaixar uma história logo antes do episódio IV, transformando um pequeno letreiro amarelo em roteiro podia até parecer uma jogada arriscada, mas o acerto não podia ter sido maior. Rogue One: Uma História Star Wars se mantem mesmo sem utilizar os Jedis e outras características recorrentes nos episódios numerados, fazendo o espectador se importar com os novos personagens apresentados, tornando-os heróis de Uma Nova Esperança, mesmo depois de quase 40 anos do filme lançado. Direção consistente, roteiro bem amarrado e uma ótima trilha sonora fazem de Rogue One o Top 3 da lista. Fora as inúmeras referencias e fan services de fazer qualquer apaixonado por Star Wars pirar.

PS: O climax de Star Trek só é a segunda melhor cena porquê Darth Vader continua sendo o maior vilão da história do cinema!

2- Aquarius (por Tiago Walker)

Não, não vai ter polêmica sobre a não escolha de Aquarius para representar o Brasil no Oscar, nem sobre as tretas com o governo atual, Aquarius merece ser lembrado pelo que é, e por isso alcança a vice-liderança de nossa lista. Um grande exercício de memória, com uma trilha sonora impecável e uma atuação incrível de Sônia Braga. Kléber Mendonça Filho mantém a qualidade do seu filme antecessor, ao apresentar situações comuns de forma tensa. Um filme nacional aplaudido de pé na minha sessão depois de 2h e 25 min.

1- A Chegada (por Flávio Pizzol)

Claro que uma das melhores ficções científicas dos últimos dez anos não poderia ficar de fora dessa lista. Ao lado da belíssima atuação de Amy Adams, o canadense Denis Villeneuve comprova o seu talento mais uma vez ao entregar um filme praticamente intocável, aproveitando a inventividade dos conceitos físicos, explorando os detalhes para construir a tensão e, principalmente, fazendo o público refletir sobre a vida, o amor, o tempo e a importância da linguagem para o ser humano. A Chegada certamente merece ser acompanhado de uma boa discussão após a sessão!

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