Top 15: Piores Filmes do Semestre

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Chegamos na metade do ano e você não precisa perder tempo lendo a mesma introdução do Top 15 de Melhores do semestre. A recapitulação é que nós fizemos uma votação bem complicada entre boa parte da redação para selecionar essa galera que decepcionou muita gente nos cinemas. Então bora parar com a falação e já tirar o peso da consciência das pobres almas que tiveram coragem de assistir e falar sobre esses que não merecem ser nem nomeados:

15) Pai em Dose Dupla (por Tiago Walker)

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Sou um grande fã do trabalho de Will Ferrell, que, pra mim, é o melhor ator das comédias americanas. Sua química com o carismático Mark Wahlberg já tinha dado certo em Os Outros Caras (2010), mas, infelizmente, a boa interação entre os dois não salva este filme. Brad é executivo em uma rádio e se esforça para ser o melhor padrasto possível para os dois filhos de sua namorada, Sarah. Mas Dusty, o desbocado pai deles, reaparece e começa a disputar com ele a atenção e o amor das crianças. Com um roteiro fraco, Pai em Dose Dupla é esquecível.

14) Batman vs. Superman – A Origem da Justiça (por Felipe Hoffmann)

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Presença mais discutida nessa lista, Batman vs. Superman é o típico filme cercado por potencial que é completamente destruído por seus problemas. Nesse caso, temos um roteiro marcado por motivações fracas e diálogos horrorosos, uma direção sem organização nenhuma e uma montagem que não se decide entre deixar o filme arrastado ou veloz como um videoclipe. Dizem que a versão estendida melhora muitos desses aspectos, mas enquanto eu não assistir ele continua sendo um dos piores do ano. Confira a crítica.

 

13) 50 Tons de Preto (por Tiago Walker)

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Olhem a premissa: Christian Black é um empreendedor de sucesso com um passado obscuro e gostos bem peculiares. Quando conhece a Hannah Steale, ele fica obcecado por ela e tenta fazer com que ela se submeta a todos os seus desejos. Apesar de ser melhor do que original parodiado por justamente não se levar a sério, o filme traz exageros demais, os mesmos que percorrem os últimos trabalhos de Marlon Wayans. PS: A dublagem brasileira é sofrível.

12) Zerando a Vida (por Tiago Walker)

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Netflix é sempre sinal de qualidade? Nem tanto. A segunda parceria com Adam Sandler é melhor do que o primeiro filme The Ridiculous 6, mas apresenta piadas grotescas e defeitos bem parecidos. Max (Sandler) e Charlie (David Spade) são dois amigos de infância que estudaram juntos, e acabam se reencontrando numa festa de reencontro de sua antiga turma. Enquanto Charlie vive na monotomia, morando na mesma casa, casado com a paixão de sua infância e trabalhando no mesmo lugar, Max diz que virou um agente do FBI. Forjando suas mortes e assumindo novas identidades, os dois entram em situações absurdas. O filme pode até divertir você em uma tarde sem nada pra fazer, mas com certeza não deve ser revisto. Confira a crítica aqui.

11) Os Dez Mandamentos – O Filme (por Guto Pizzol)

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Pegar uma série com centenas de capítulos de gosto duvidoso, reeditar para ficar com uma duração de duas horas e chamar de filme é uma piada genial. O problema é que Os Dez Mandamentos não é uma comédia brasileira. Deixando de lado as questões religiosas e os cinemas lotados por distribuição de ingressos, o resultado dessa lambança é um longa picotado, sem sentido e que pula de um acontecimento para o outro sem prender a atenção do público. Lugar garantido nessa lista!

10) 13 Horas – Os Soldados Secretos de Benghazi (por Tiago Walker)

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O explosivo Michael Bay resolve contar uma história baseada em fatos reais de um grupo de seis soldados privados que trabalham num complexo da CIA em Benghazi, na Líbia, em 2012. Em um aniversário dos atentados de 11 de setembro, eles precisaram defender um posto diplomático que recebe a visita de um embaixador americano, e que, obviamente, será um alvo de terroristas. Apesar de boas cenas de ação, e a tradicional câmera tremida de Bay, o filme apresenta personagens rasos demais. É como se estivéssemos vendo atores rôbos sem profundidade, tentando atuar com um roteiro achado em algum lugar. Volta pra Transformers, lá pelo menos tem esses rôbos.

9) Caçadores de Emoção – Além do Limite (por Daniel Pereira)

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Na história (filmada em 1991 por Kathryn Bigelow) um agente do FBI tenta solucionar uma série de crimes envolvendo praticantes de esportes radicais. A tentativa de remake não funcionou: além do roteiro fraco, a direção e montagem do filme não ajudaram a produção. A atuação em geral é mediana, inclusive a dos protagonistas Luke BraceyEdgar Ramírez. O único ponto positivo do filme é a exibição do nosso planeta em todo seu esplendor, com belíssimas cenas e paisagens deslumbrantes. Confira a crítica aqui.

8) Tirando o Atraso (por Tiago Walker)

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Um dia após o funeral de sua avó, Jason Kelly é encarregado de levar seu avô, Dick Kelly, até Boca Ratón, na Flórida. A viagem não o agrada nem um pouco, já que em poucos dias ele irá se casar com a controladora Meredith, e diante da proximidade do evento, tem várias pendências a resolver. Logo o avô se revela bastante assanhado, já que não vê a hora de voltar a transar com uma jovem, algo que não faz há 15 anos. Apesar de gostar de ver Zac Efron em um personagem diferente, dói ver Robert De Niro se afundando cada vez mais em péssimos trabalhos. Mas infelizmente parece que ele se diverte neles.

7) Deuses do Egito (por Guto Pizzol)

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Já estou me sentindo mal só de escrever sobre essa coisa que chamaram de filme. Um show de horrores marcados por efeitos especiais exagerados, escolhas de ângulos pavorosas e um roteiro que não faz sentido nenhum. Não existem arcos dramáticos, personagens interessantes ou cenas de ação que enchem os olhos, logo merece um lugarzinho de honra aqui. Nem crítica completa merece!

6) Em Nome da Lei (por Guto Pizzol)

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Um filme brasileiro de “gênero” que se apoia em um roteiro sem sutileza nenhuma, que desperdiça vários conceitos supostamente interessante e desenvolve tramas paralelas sem função nenhuma. Um grandioso problema que atrapalha um diretor talentoso, um elenco recheado de estrelas e uma boa premissa de resultar em um produto de qualidade. Corram para as colinas e não vejam esse filme! Só a crítica aqui.

5) Zoolander 2 (por Guto Pizzol)

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Mais um filme que consegue dar ânsia de vômito em qualquer espectador, simplesmente por não conseguir fazer uma viva alma dar gargalhadas. Com exceção de uma piada com Justin Bieber que funciona, Zoolander 2 não possui nenhum equilíbrio entre os tipos de humor e exagera no uso de certos esterótipos que a sociedade não aceita mais. Poderia estar na lista de melhores do ano, caso tivesse sido produzido há uns 10 ou 15 anos. nossa crítica aqui.

4) Floresta Maldita (por Tiago Walker)

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O terror é um gênero difícil de se trabalhar, é muito complicado não cair nos clichês do gênero. Este filme, apesar de apresentar um bom início de relação familiar, entrega todos os piores clichês possíveis. Sara tem uma irmã gêmea que mora no Japão, trabalhando como professora até que, em um passeio escolar, ela acaba entrando na floresta de Aokigahara (conhecida como a “Floresta dos Suicidas”). Com sua irmã há dias sumida, Sara se preocupa e sente que sua irmã ainda está viva, resolvendo ir procurá-la. Burrice, dramas desnecessários e muitos jumpscares é tudo que você verá aqui. A única exceção é a beleza Natalie Dormer. Nossa crítica aqui.

3) Invasão à Londres (por Tiago Walker)

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Três anos após o primeiro filme, Mike Banning (Gerard Butler) ainda é o chefe de segurança do presidente dos EUA Benjamin Asher (Aaron Eckhart), mas com o desejo forte de parar, já que sua companheira Leah Banning (Radha Mitchell) está grávida. Isso acaba não acontecendo pois o primeiro-ministro britânico morre, e seu velório pretende reunir os maiores líderes mundiais e cabe a Mike proteger o presidente em tal viagem. Diálogos horríveis e infantis, frases de efeito que não causam efeito algum e muito, mais muito, CGI mal feito abrem o top 3 desta lista.

2) Boneco do Mal (por Tiago Walker)

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Tudo que há de ruim no terror está presente aqui. Apesar de um início e uma história promissora, esse filme está nesta posição muito mais pela decepção, do que pelo filme em si. Alguns esperavam uma nova Annabelle, felizmente o resultado é diferente, mas igualmente ruim. Greta é uma jovem americana que aceita um trabalho como babá em uma pequena vila inglesa. Porém, o garoto de 8 anos de quem ela tem que cuidar é, na verdade, um boneco de quem o casal cuida como se fosse um menino de verdade, como uma forma de lidarem com a morte do filho, ocorrida 20 anos antes. Uma reviravolta horrível e idiota marca o final do filme e o diretor acha que somos imbecis. Aonde você se meteu Lauren Cohan?

1) A 5ª Onda (por Guto Pizzol)

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Um filme que consegue reciclar todos os clichês de longas de romance juvenil pós apocalíptico já tinha um lugarzinho garantido nessa lista desde o seu lançamento. Um roteiro ruim, uma direção simplória e um elenco fraquíssimo só colaboraram para ele chegar ao topo. É com muita tristeza que digo que nem o imenso carisma de Chloe Grace-Moretz foi suficiente para salvar essa bomba! Primeiro lugar na lista!

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