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TOP 15: Piores Filmes do 1º Semestre (2017)

23 de julho de 2017 - 22:31 - Tiago Soares

Chegamos naquela parte em que não precisa de introdução. Vamos listar os piores filmes do primeiro semestre de 2017. Algumas ressalvas e pequenas discussões aconteceram depois da formação dessa lista, mas parece que entramos num consenso (ou não!?). Vamos lá, e os veja se quiser, por sua conta e risco.

 

15º) A Vigilante do Amanhã – Ghost in The Shell

 

A  versão hollywoodiana do anime japonês, que serviu como inspiração para obras de arte como Matrix (1999), não agradou a crítica em geral e muito menos nossa redação. “O roteiro que pode ser considerado o grande vilão da produção. “O texto escrito por Jamie Moss (Os Reis da Rua), William Wheeler (Rainha de Katwe) e Ehren Kruger(Transformers: A Era da Extinção) é bem amarrado dentro das técnicas de causa e consequência, porém se apoia constantemente nas coincidências, nas motivações genéricas – tanto de vilões quanto de heróis – e na falta de intimidade com a ficção científica mais pura.” Confira a crítica completa de Flávio Pizzol.

 

14º) Power Rangers

 

O filme que gerou mais discussão na redação do Odisseia, o novo Power Rangers tem uma vibe ame ou odeie. E você, concorda com a presença dele na lista? Deixe sua opinião nos comentários. Confira nossa crítica.

 

13º) Dominação

 

Incarnate (no original), foi o primeiro filme de terror de 2017, mas infelizmente abriu mal a temporada. “Em sua segunda parte Dominação se entrega aos clichês já característicos de filmes de terror, e tem no roteiro de Ronnie Christensen um didatismo desnecessário, a ponto de cada atitude precisar ser narrada com uma enxurrada de conceitos. A direção é de Brad Peyton (Terremoto – A Falha de San Andreas) que não sai do lugar comum e apresenta mais umas doses de ação e suspense genéricos.” Leia a crítica completa.

 

12º) Assassin’s Creed

 

A adaptação do famoso jogo parecia ser aquele filme de sempre “que vai salvar as adaptações dos games no cinema”, mas parece que ficou só na promessa. “Esteticamente o filme é bem resolvido, com excelentes cenas de ação, perseguições de tirar o fôlego e planos abertos lindos, mostrando toda a beleza rebuscada de uma Madrid em chamas. A escolha por efeitos práticos ajuda muito a situar os cenários, sempre muito sujos e empoeirados. Porém, seria mais acertado se as cenas espanholas tivesse mais tempo de tela. O roteiro se preocupa em deixar o presente muito mais próximo e exclui o desenvolvimento de Aguilar, o antepassado de Lynch. As passagens em Abstergo são confusas, com personagens desinteressantes, recheada de ações inexplicáveis e pouco sustentadas.” Afirma a crítica de Felipe Hoffman.

 

11º) Gostosas, Lindas & Sexies

 

Essa “versão brasileira” de Sex and City com atrizes esteticamente fora do padrão do mundo atual, até tem boas intenções e questionamentos, mas falha miseravelmente na execução deles, caindo em clichês excessivos.

 

10º) Beleza Oculta

 

Este filme pode ser reduzido em apenas uma frase: uma aula de como não usar um elenco estelar. Até na hora de escrever a crítica bateu aquela preguiça…

 

9º) Aliados

 

Aliados é mais um daqueles exemplos que unem dois astros e bons atores, além de lindos como Brad Pitt e Marion Cotillard, mas tirando algumas referências a filmes de espionagem antigos, o filme beira a breguice. “Todos os problemas vão se misturando e minando tudo o que poderia ser tornar um mérito do longa, incluindo o uso sofrível da computação gráfica em alguns momentos. O ritmo até funciona no final das contas e as cenas de ação possuem seus próprios valores graças ao trabalho de Robert Zemeckis, porém a tal da artificialidade e os diálogos horrorosos impedem que o público crie conexões emocionais com os personagens e destroem um final que, em teoria, poderia ser doloroso ou levemente emocionante.” Diz a crítica.

 

8º) A Lei da Noite

 

A Lei da Noite é outro que só tem como atrativo, as referências muito bem realizadas a outras produções de máfia e gangsteres, mas para não ser injusto a direção, repito, apenas a DIREÇÃO de Ben Affleck merece reconhecimento. “A grande questão é que a adaptação – cheia de problemas – do livro de Dennis Lehane (autor de Sobre Meninos e Lobos, Medo da Verdade e A Ilha do Medo) também foi feita pelo próprio Ben Affleck. E, nesse quesito, fica impossível ignorar a narração redundante, os diálogos completamente expositivos entre os mafiosos, as revelações óbvias e as reviravoltas que aproveitam o maior combo de Deus Ex Machina possível. Chega a ser frustante ver um dos “vilões” voltar sem nenhuma justificativa durante terceiro ato, enquanto o protagonista encontrou (naquele mesmo momento) uma foto específica que pode desestabilizá-lo. É simplesmente forçado.” Diz a crítica.

 

7º) O Chamado 3

 

Mais uma obra do terror que tem potencial real desperdiçado, já que se apoio num considerável sucesso de uma franquia já consolidada. As mudanças e atualizações até foram bem-vindas, mas as atuações e uma direção fraca não agradaram. Fazendo-nos lembrar apenas do prólogo no avião, que está disponível na internet.

 

6º) XXxx – Reativado

 

Eu juro que não é um título de filme pornô (risos). Mas o filme, com o bizarro título nacional, chegou a estar na nossa lista de mais esperados de 2017. Vin Diesel parece recriar uma nova equipe, e consequentemente repete plots encontrados em sua franquia de mais sucesso, Velozes e Furiosos. Apesar de despretensioso em alguns momentos, o novo Triplo X é bem ruim – tirando a participação do menino Neymar que brilha em tela.

 

5º) Penetras 2 – Quem Dá Mais?

 

A continuação do divertido filme de 2012 além de tardia é completamente sem graça e parece feita a força, já que o roteiro beira ao absurdo. O único destaque é a atuação de Eduardo Sterblitch, que parece ser o único que quer estar ali.

 

4º) Max Steel

 

O filme do brinquedo da Mattel já cheirava ao fracasso – primeiro por adaptar uma versão menos conhecida do herói, pelo menos aqui no Brasil – e segundo por ter um trailer horroroso. Algo que se confirmou com seu lançamento. Apesar de ter atores de renome em seu elenco como Andy Garcia e Maria Bello, Max Steel é horrível. Confira nossa crítica.

 

3º) Resident Evil 6 – O Capítulo Final

 

Abrindo nosso top 3 da vergonha, temos o provável fim de uma franquia, que apesar do título explícito, já pensa em se rebootar com a mesma equipe e diretor, Paul W.S. Anderson. Pelo visto mais filmes de Resident Evil entrarão nas nossas listas futuras (não querendo ser vidente). Resident Evil 6 até tem algumas boas cenas de ação, mas os cortes rápidos e frenéticos em sua maioria atrapalham o entendimento, além do filme ser muito escuro algumas vezes. Milla Jovovich é a única que continua maravilhosa.

 

2º) Cinquenta Tons Mais Escuros

 

A franquia 50 tons já é hors concours em muitas listas, mas reconheço que tem seu público. Isso não foi suficiente pra realizar um bom filme, que parece não ter roteiro, com uma trama sem sentido e muitos vezes apelando pra o machismo, além das cenas de sexo em que os atores parecem desconfortáveis. Confira nossa crítica.

 

1º) Internet – O Filme

 

A ideia genial de reunir diversos youtubers em um hotel, para uma conferência de youtubers, apresentando algumas esquetes individuais que se cruzam em alguns momentos, rendeu piadas sem graça, muitas atuações horrorosas (já que ninguém é ator, com exceção de Paulinho Serra) e muito, mas muito vergonha alheia. Internet – O Filme é o grande campeão e, pra quem tiver interesse, o filme já está na Netflix. Boa sorte!