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Séries

TOP 15: Melhores Séries de 2015

29 de dezembro de 2015 - 11:00 - Flávio Pizzol

Em um ano em que 409 séries foram exibidas apenas nos EUA, você pode apostar que foi muito difícil separar as séries mais interessantes do ano inteiro sem ter assisto um terço delas. Por isso o único requisito é ter passado esse ano. Não importa quando começou, deixando claro que a avaliação só levou em conta o que movimentou 2015.

Nesse contexto, The Flash, por exemplo, acabou ficando de fora, porque seu final interessante e o começo de uma segunda temporada que no geral ainda precisa engrenar não foram fortes o suficiente para entrar aqui. Lembrando que isso não muda minha opinião e eu ainda gosto muito da série. Dito isso, vamos ao resultado:

15) Person of Interest

Pra inaugurar a lista, nada melhor do que uma ótima série que quase ninguém assiste. Person of Interest teve uma segunda metade de temporada impecável e final que mudou todo o status quo da série de uma forma que pouca fazem. Infelizmente ela está se encaminhando para sua quinta e última temporada, mas você ainda pode fazer a maratona e não se arrepender no ano que vem.

14) The Goldbergs

Sem dúvida nenhuma, essa é uma das melhores comédias produzidas na TV aberta. Aproveitando todo o clima dos anos 80 e muitos personagens cativantes, The Goldbergs é uma série engraçada, fofinha e cheia de referências nerds. Mesmo com uma nona temporada muito melhor de The Big Bang Theory, eu recomendo que vocês aproveitem tudo o que essa família tem para oferecer.

13) Brooklyn 99

Mais uma comédia que também se aproveita de muitas referências cinematográficas, enquanto brinca com o tão amado gênero dos filmes policiais. Os personagens são muitos carismáticos, o elenco tem muita química e o roteiro tem entregado uma sequência de episódios praticamente perfeitos.

12) Narcos

Esse é o primeiro de muitos exemplares que vão comprovar a força que a Netflix tem ganhado na indústria das séries de televisão. Produzida por José Padilha e estrelada por Wagner Moura, Narcos é um ótimo exemplo de um produto bem dirigido, bem roteirizado e que sabe aproveitar a capacidade dos seus atores.

11) The Last Man on Earth

Uma série que terminou sua primeira temporada de forma bem fraca, mas voltou totalmente recuperada alguns meses depois. A recuperação apresentou uma série que se aproveita de clichês comumente usados em sitcons sem esquecer de criar algo novo quando aborda o fim do mundo e suas consequências com boas doses de drama. E o melhor é que a tendência é melhorar.

10) Demolidor

O primeiro produto a trazer um lado mais sombrio da Marvel e comprovar que a parceria com a Netflix foi muito acertada. Um roteiro que soube aproveitar boas características do herói e criar cenas de ação impecáveis, enquanto desenvolvia um grande vilão e preparava o terreno para o futuro. Que venha o Justiceiro…

9) Gotham

Mais uma série que terminou a sua primeira temporada devendo muito ao seu público e, depois de quase largar a série, é revigorante vir aqui dizer que ela aprendeu com seus erros. A segunda temporada fugiu dos casos da semana e apresentou uma história impecável e muito interessante, principalmente por dar desenvolvimentos inesperados para o jovem Batman e acrescentar novas camadas ao seu protagonista de verdade.

8) Agents of SHIELD

Mais uma série que, desde a temporada passada, abandonou os fillers para desenrolar uma história única durante seus 22 episódios. Considerando essa quantidade, essa é uma tarefa muito difícil que Agents of SHIELD cumpiu com grande louvor no final da segunda e em um começo impecável da terceira temporada.

7) Jessica Jones

Sendo a verdadeira comprovação de que a Marvel e a Netflix tem tudo a ver, Jessica Jones apresentou a primeira protagonista feminina do estúdio e desenvolveu uma história bem conectada e cheia de suspense psicológico. Isso porque eu nem falei de uma força da natureza chamada Killgrave…

6) BoJack Horseman

Uma animação da Netflix que só melhorou da primeira pra segunda temporada. Personagens sensacionais, críticas ácidas e um humor que pode incomodar aqueles que não preparados são as características que marcam toda essa série genial.

5) Silicon Valley

Silicon Valley é uma ótima série que, infelizmente, vem sendo apagada pelo sucesso praticamente instantâneo de Veep. Estrelada por nerds em busca do tão conhecido sonho americano, essa série apresentou uma segunda temporada praticamente perfeita, misturando vários tipos de humor de uma maneira totalmente inesperada e divertida.

4) Master of None

Mais uma comédia e mais uma da Netflix, Master of None foi, na minha opinião, a grande surpresa do ano. Uma série que sabe estudar, retratar e criticar o mundo real de uma maneira inteligente e sutil, enquanto usa um roteiro muito divertido e muitas participações espetaculares.

3) Hannibal

Uma temporada final de encher os olhos e dar água na boca para uma série praticamente perfeita. Um roteiro que adapta de maneira brilhante os livros de Thomas Harris, uma direção cheia de metáforas visuais e atuações magistrais de Hugh Dancy, Mads Mikkelsen e, nessa temporada, Richard Armitage.

2) Sense8

E pra variar mais um pouquinho, temos mais uma série da Netflix com o adicional de que Sense8 foi o trabalho que deu um novo gás para a carreira decadente dos irmãos Wachowski. E isso só é possível por conta de um roteiro que quebra paradigmas sociais a cada segundo e uma direção que traz de volta aquele talento que eu vi em Matrix. Realmente imperdível!

1) Mr. Robot

Por mais que a briga tenha sido acirrada, eu fui obrigado a dar o título de melhor série de 2015 para Mr. Robot. É verdade que a história reutiliza muitas ideias já vistas, mas isso não anula o fato de que a série é muito bem escrita, algumas reviravoltas são um tanto quanto inesperadas, a direção usa alguns planos bem incomuns na televisão aberta e as atuações dão o toque final em 10 episódios que deixam totalmente preso na tela.

Menção Honrosa: Ash Vs. Evil Dead

Essa série foi uma das mais gratas surpresas desse ano, mas não vai entrar oficialmente na lista porque ainda não encerrou sua temporada. Sempre assiste a possibilidade de tudo ser estragado, mas eu duvido que o último episódio abra mão do clima trash, das referências aos filmes originais, das doses de humor totalmente surtado, dos efeitos práticos, da canastrice de Bruce Campbell e, logicamente, dos litros e litros de sangue gastos a cada meia hora.