TOP 15: Melhores Games de 2015

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Dezembro é a época do ano em é preciso olhar pra trás e analisar cada passo dado até aqui, na expectativa de caminhar ainda mais no próximo que se aproxima. 2015 andou com bons títulos de baixo do braço e outros, nem tanto assim. Por isso, pra começar a cobertura de games, fizemos uma lista dos 15 melhores games que deram seus primeiros passos esse ano, com seus prós e contras.

15 – Star Wars Battlefront

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Não estamos falando de um mod de Battlefield. Claro que é possível perceber toda a inspiração na franquia militar, porém a galera da DICE fez um excelente trabalho com o game. Missões curtas e dinâmica intensa é a base de Star Wars Battlefront, tudo compilado em um jogo lindo esteticamente, com aquele ar nostálgico dos antigos títulos e filmes. Voar nas X-Wings ou na Millennium Falcon é algo de fazer suspirar.

Contudo, SWB peca em alguns aspectos que acabam por fazer você deixar o game de lado depois de algumas horas ensandecidas de gameplay. Coloca nesa conta, a ausência do modo campanha, poucas possibilidades multiplayer com mapas disponíveis, além dos apenas SEIS personagens disponíveis para a jogatina. Só lembrando, o último jogo da franquia, lançado em 2005, tinha 23 jogáveis.

Toda essa ausência de conteúdo não prejudica a experiência com o jogo. Totalmente imersivo e muito impressionante, como nos bons e velhos Star Wars. O título vale a pena, como um grito do Chewbacca vendo a Princesa Leia tomando banho na piscina.

 

14 – Splatoon

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É raro vermos algo relacionado a jogos de tiro com a Nintendo, porém Splatoon é um jogo conceito um pouco diferente do que é visto por aí. Extremamente colorido e bonito, o título trás consigo uma ideia de dominação de território através da pintura. Tiros e mais tiros enchem o lugar e cor até que um time vença, quando deixar sua cor na maior parte da arena.

O Wii U não é lá o console mais potente dessa geração, a Nintendo sabe disso e explora o máximo de seu aparelho em um game com sua cara. Diversão, estratégia e trabalho em equipe é a base de Splatoon, com um modo multiplayer muito inteligente, onde o personagem não espera muito tempo para entrar em ação.

Em sua essência o jogo nasceu para seu um multiplayer mas existe um modo campanha para os mais solitários, contudo a impressão é que o jogador que prefere esse modo acaba sendo excluído de todo o potencial que Splatoon pode oferecer.

 

13 – Rocket League

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Futebol de carros. Não há definição mais ideal para Rocket League. Desenvolvido pela Psyonix, o game trás uma proposta diferenciada para um PS4 recheado com nomes consagrados e reboots de grandes clássicos. Diversão é a principal arma da franquia, levando uma experiência de até 8 jogadores ao mesmo tempo, com aquelas telas divididas estilo old school, basta apenas aprender a simples jogabilidade e pronto. Chama a galera e aproveite.

A galera da Psyonix fez um trabalho incrível com a ambientação das arenas e os áudios das partidas. São muito envolventes, praticamente te colocando dentro do cenário pronto pra acelerar e marcar seu golzinho de capô, estilo Renato Gaúcho em 95.

Pesa contra a repetição da jogatina após algumas partidas. A pouca variedade de arenas ajuda um pouco nessa percepção, porém não tira o prestígio do jogo. Uma ideia diferente, pensada para os amigos se divertirem com você enquanto rola aquele churrasco na sua casa.

 

12 – Rise of The Tomb Raider

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A Crystal Dynamics conseguiu o que parecia impossível: melhorar um título que já estava redondinho em todos os aspectos. Rise of the Tomb Raider, inicialmente lançado para Xbox One, consegue ser maior, melhor e mais bonito que o reboot de 2013.

Lara Croft sai em busca de um artefato que promete a imortalidade para quem o encontrar, contudo, nesse contexto, ela enfrenta diversos inimigos que também procuram o mesmo artefato, além de elementos sobrenaturais sempre presentes na série. Chama a atenção a ampliação dada aos aspectos RPG do jogo, com mais sidequests que acrescentam à história, mais customização de personagem e melhorias em suas habilidades. Rise of the Tomb Raider envolve o jogador com uma narrativa linear que não deixa piscar os olhos, com reviravoltas e traições, típicas da Naughty Dog.

Tomb Raider consegue, mesmo num gênero tão disputado, atrair a atenção de todos com um título indispensável para qualquer gamer e claro, é uma excelente porta de entrada para quem nunca jogou a série.

 

11 – Tales From the Borderlands

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A Telltale é uma empresa que se consolidou por contar histórias muito profundas, com um nível de apego aos personagens muito grande. As possibilidades de escolha interferem no andamento do jogo e modificam seu final, por isso cada passo em Tales from the Borderlands tem que ser dado com muita calma. O jogo é dividido em 5 capítulos, com eventos posteriores a Borderlands 2, da 2k Games.

Um jogo baseado na história de outro jogo, pode, inicialmente, parecer estranho mas a Telltale sabe contar boas histórias e aqui vemos a saga de Rhys e Fiona, dois personagens carismáticos que te cativam desde o início do primeio capítulo. O ponto principal da história é não saber quem está falando a verdade. São dois pontos e vista e versões totalmente divergentes de uma mesma narrativa, deixando o jogador cada vez mais cético sobre quem realmente está sendo sincero e quem está simplesmente tentando levar vantagem.

Talles from the Borderlands encanta desde o primeiro capítulo e sua história vai evoluindo gradativamente até seu 5° e último capítulo, contudo seus desafios não são lá de uma dificuldade imensa, sendo fáceis de resolver.  A comédia sempre presente diverte nos momentos certos, sendo apoiadas por uma trilha sonora espetacular. Vale a jogatina!

 

10 – Ori And The Blind Forest

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Estamos diante de um dos mais belos jogos já produzidos ao estilo sidescrolling. Produzida pela Moon Studio, sobre a tutela da Microsoft, Ori and The Blind Forest é um indie que toca, encanta e desafia quem ousar jogar essa belezura.

O jogo conta a história de Ori, um espírito materializado que foi adotado por Naru, uma espécie de urso que há muito tempo vivia em uma floresta encantada. Porém esse resumo passa longe de qualquer clichê e volta pro cotovelo das recalcadas. Não aqui. A Moon Studio soube criar narrativas fantásticas, seduzindo o jogador e trazendo a tona vários sentimentos durante o gameplay.

Como é um sidescrolling, basta você avançar pelo cenário e voltar que o monstro derrotado está por ali novamente, tornando relativamente fácil o ganho de experiência. Isso tira um pouco da dificuldade do jogo mas nada capaz de abalar seu prestígio. Um indie fantástico, trabalhado na make, com camadas de pinturas feitas à mão que encantam desde o princípio.

 

09 – Her Story

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Incrível ver como um jogo com uma mecânica tão simples possa ser tão fascinante. Conforme a história vai sendo montada, a protagonista passa a um nível tão crível de realidade, que parece realmente algo real e palpável. Her Story é um excelente exemplo de profundidade narrativa a ser seguido.

O jogo começa abruptamente, numa tela daqueles computadores antigões, com internet discada e campo minado nos jogos. De início é possível observar as pastas, com conteúdo em vídeo de uma mulher e a intitulação “murder”. Trata-se de uma sala de interrogatório onde há a investigada e sua tarefa é assistir os vídeos, observando cada detalhe do filme, procurando informações condizentes com o caso em questão. Contudo essas pistas aparecem de forma muito sutil em certos casos, necessitando um nível de atenção altíssimo a cada palavra e gesto da mulher.

Her Story te dá as rédeas e não diz por onde seguir. Você mesmo precisa achar o caminho que julgar o correto e avançar nos diálogos. Porém o jogo não está disponível com legendas em português, o que pode dificultar o entendimento de uma trama onde a essência é a conversa. Basta apenas usar um dicionário do lado e seguir adiante com esse magnífico título trazido pelo universo indie.

 

08 – SOMA

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SOMA foi um dos títulos de terror mais aclamados de 2015. Desenvolvido pela Frictional Games, mesma criadora de Amnesia: The Dark Descent, o jogo se ambienta num futuro científico submerso em robôs com inteligência artificial e trata justamente dos homens com sua órbita humanitária.

Em SOMA, somos (1) apresentados a Simon, um jovem que perdeu a namorada em uma acidente, sofreu sequelas no cérebro e aceitou participar de uma pesquisa científica para somar (2) à comunidade. A partir daí, uma somatória (3) de eventos fazem uma história linear bem aterrorizante, tensa e sanguinária.

Apesar de um roteiro interessante, o jogo peca em deixar lacunas no desenvolvimento onde nos vemos numa situação de realmente não saber por onde avançar, voltar, viver ou morrer. Os sustos presentes não são forçados e a atmosfera cria um clima de terror. Uma jogabilidade interessante em um terror bem diferente do conceitual.

 

07 – Fallout 4

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Os eventos de Fallout 4 passam em 2287, 10 anos após o fim de Fallout 3 e isso impacta de forma muito direta a cidade de Boston, cenário do jogo. A grande arma de Fallout 4 é sua liberdade de escolha. Bem e mal andam em uma linha tênue num mundo aberto cheio de passos mal dados. Os diálogos chamam a atenção, cadenciam o jogo em certos momentos e criam uma profundidade única para a narrativa.

Uma novidade que precisa de um pouco mais de refinamento é o uso da segunda tela para desenvolvimento do jogo. Com seu smartphone é possível acessar o pip-boy, inventário do jogo, e ali fazer suas atribuições ao personagens, trocar seus equipamentos e brincar de vida real.

A Bethesda fez um jogo fabuloso e imenso, imenso mesmo. Maior que a Hulkbuster fazendo escadinha pro Yao-Ming. É tanta coisa pra fazer que uma análise completa do game daria umas 50 páginas. Mas para toda obra megalomaníaca, seus defeitos aparecem em grande escala e aqui o bug marca presença constante. São travamentos que podem tirar um pouco da seriedade do jogador mas nada que o limite de ir até o fim e salvar o mundo. Fallout 4 vale cada centavo.

 

06 – Super Mario Maker

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A franquia Super Mario fez 30 anos mas quem ganhou o presente foi você. Quer dizer, não exatamente, já que é preciso comprar o jogo. Mas Super Mario Maker não deixa de ser um presente da Big-N para quem cresceu com o bigodudo encanador em casa (epa). O jogo é um dos melhores títulos do Wii-U justamente em um formato de criação que não é muito disseminado por aí.

A experiência de jogar Super Mario Maker é indescritível. Qualquer pessoa pode brincar de ser design, colocando terra, tartaruga, canos, topeiras, tijolos, medalhas, cogumelos e mais uma infinidade de coisas, tudo disponível numa interface extremamente amigável e intuitiva que praticamente te leva organicamente a escolher os elementos pra sua missão. Ao terminar sua fase, é possível coloca-la para download para qualquer membro da comunidade possa baixar e jogar. Quem jogar sua criação, pode dar a nota que considerar amigável e assim aumentar o alcance de sua criação para o mundo.

Pesa contra a demora em liberar itens para a construção do jogo. A Nintendo quer que você jogue aos poucos, descobrindo várias funções, porém demora um bocado para liberar tudo e ter total liberdade de criação. Super Mario Maker é um produto obrigatório para quem possui um Wii-U, pois foi um jogo feito com um cuidado extremo e um carinho acima do normal da melhor empresa de video-games do mundo.

 

05 – Batman Arkham Knight

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Gotham vivia a calmaria após a morte do Coringa, mas sua ausência deixou um vácuo que foi preenchido pelo Espantalho e seu braço direito, Arkham Knight. Sua crueldade fez com que Gotham fosse evacuada e caiu novamente nas mãos do homem morcego a oportunidade de acabar com esses maníacos.

A Rocksteady fez um trabalho magnífico com a triologia, mostrando como deve se fazer um jogo de super-herói. E pra fechar a saga, a empresa adicionou o batmóvel, algo sempre muito pedido pelos fãs. O super carro tem inúmeras funções e modos de combate, além da possibilidade de upgrade durante o decorrer da história. O carro mais assustador de Gotham não é apenas um táxi blindado, ele realmente tem funções importantes, embora a infinidade de enigmas para se resolver com o carro junto da voz nada irritante do Charada possam tirar uns tostões de sua paciência.

Após seu lançamento, inúmeras reclamações de bugs, quedas de FPS, perda de saves e até travamento dos consoloes, afundaram o site da desenvolvedora, que posteriormente resolveu toda a enxurrada de reclamações. Arkham Knight fecha a série com estilo, batendo no peito e dizendo que fez o melhor jogo de super-herói da história.

 

04 – Life is Strange

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Se uma borboleta bater asas por aqui, um tufão se formará por lá. Assim é a ideia de Life is Strange, um jogo onde mudar as escolhas da vida através da viagem no tempo é tão simples e tão complexo que intriga e emociona na medida em que se deve, através de seus cinco episódios.

Desenvolvido pela Dontnod, a mesma de Remember Me, o título bebe nas fontes da Telltale e Quantic Dream com suas opções de escolha, porém a forma como Max, protagonista da história, vai evoluindo , dá pra perceber um cuidado muito especial com o jogo. Desde a profundidade dos acontecimentos, passando pelas texturas e fotografia, até a forma como o jogo te emociona, é possível notar que estamos diante de uma obra prima do mundo dos games.

Incomoda a voz e os movimentos dos lábios, que se distanciam em termos de sincronia, parece que faltou lapidar mais essa mecânica, porém é indiferente quando se tem um jogo como esse. Life is Strange é obrigatório para qualquer pessoa, pois trata justamente disso, de pessoas e suas relações, e como suas atitudes que julgam adequadas aquele momento provocam consequências desagradáveis num futuro próximo.

 

03 – Bloodborne

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Bloodborne é um pesadelo desesperador numa dificuldade extrema. Desenvolvido pela From Software o game traz a morte em sua essência, banhado a muito sangue podre e chorume exalando pela respiração dos monstros. Um survival horror daqueles de se orgulhar, com um ambiente propício à matança recheado de gráficos incríveis ao melhor estilo fantasmagórico.

O jogo continua com maestria o que vimos com a série Souls e acrescenta uma série de elementos que melhoram o poderio destrutivo de Bloodborne, como a agilidade do personagem, todo design da franquia e sangue, muito sangue. Se tiver estômago fraco, passe longe, pois aqui não há dramim que resolva. Pelo fato de ter um gameplay com pouco mais de 10 horas mas com cada cenário trabalhado ao extremo na “beleza”, o jogo demora um pouco nos loadings, por vezes até confundindo com um travamento.

Contudo, Bloodborne arranca as tripas de uma indústria saturada de títulos e DLCs modorrentos que foram feitos pela única razão do dinheiro. Uma experiência extremamente hardcore e imersiva que faz você se apaixonar pelo game a cada morte, pois aqui, é morrendo que se aprende.

 

02 – Metal Gear Solid V: The Phanton Pain

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A série Metal Gear Solid é extremamente complexa e cheia de reviravoltas, do jeito que Hideo Kojima sabe fazer. O título é uma verdadeira carta de amor para os fãs da série e brilha aos olhos de todos, como nenhum outro jogo soube fazer.

The Phanton Pain é o último jogo da série Solid, totalmente open world, recheado de missões e com uma gama de distrações ao melhor estilo Konami. É você quem dá as cartas por aqui, escolhendo qual a melhor maneira de cumprir seu objetivo. Pode ser no stealth, no hardcore, um mix dos dois, sozinho, com cavalo ou até com DD, o cachorro de estimação.

Essa foi a última vez em que Hideo Kojima e Konami trabalharam juntos. A forma nada amistosa como acabou a relação dos dois parece que influenciou o fim do jogo, meio que terminado as pressas. Mas os dois souberam fazer um brilhante trabalho, que abre os braços e fala para o gamer, me abrace, pois esse aqui foi feito de coração, só pra você. Toma que o filho é teu.

 

01 – The Wichter 3: Whild Hunt

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O game vem pra encerrar a trilogia do bruxo mercenário Geralt de Rivia. Produzido pela CD Projekt RED o jogo se consolida como o mais completo, envolvente e mais orgânico mundo aberto dessa geração.

Tudo nesse RPG funciona de forma muito estruturada, muito bem detalhada, sendo quase impossível encontrar uma falha. O resultado disso é uma experiência única, marcante e inesquecível. São várias quests para completar, porém existem outras infinidades de side-quests para escolha, que realmente agregam à história e não te dão a sensação de perda de tempo. Todas as opções de diálogo são feitas com muito cuidado para que cada fala possa interferir no andamento do jogo. Vale ressaltar também a exploração ao cenário, as batalhas, jogabilidade e todos os itens deixados pelo caminho, que interferem diretamente na condução de Geralt.

Uma experiência elevada a um nível muito superior a qualquer jogo do gênero. Foram centenas de horas de gameplay em que cada minuto era apreciado boquiaberto, com uma trilha sonora impecável. Todo o hype criado antes do jogo não foi em vão. The Wicther foi o melhor jogo do ano.

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