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TOP 15

Top 15: Melhores Filmes do Semestre

7 de julho de 2016 - 15:00 - Flávio Pizzol

Uhulll! Finalmente chegamos na metade desse ano cheio de indicados ao Oscar, adaptações de quadrinhos e filmes imperdíveis que roubaram nossas carteiras e nós não poderíamos deixar passar a chance de fazer uma lista com os melhores (e, daqui a pouco, os piores) filmes do primeiro semestre. Assim, depois de uma complexa votação entre boa parte dos membros da nossa redação, selecionamos os 15 filmes sem levar em conta as críticas individuais lançadas sobre cada um.

Então, sem mais delongas, bora falar um pouquinho sobre os escolhidos dessa vez:

15) Procurando Dory (por Guto Pizzol)

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Uma animação muito divertida que acerta em cheio em vários aspectos comuns da Pixar: a mistura entre humor físico e inteligente, cenários cada vez mais reais contrastando com personagens caricatos e, principalmente, o jeitinho especial de falar sobre temas pesados. A jornada de Dory em busca dos pais é um conto sobre as consequências da depressão, o isolamento por causa de uma diferença, o poder da amizade e a importância de acreditar nos seus sonhos. Não é um Procurando Nemo, mas merece ser assistido. Confira a crítica completa aqui.

 

14) Cinco Graças (por Tiago Walker)

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Seria o representante da Turquia no Oscar, mas foi rejeitado por tratar de um tema polêmico para o país. A co-produtora França, pegou este lindo filme, e nos trouxe a história de 5 garotas que após um ato considerado obsceno, são trancafiadas em suas casas, abandonam a escola e aprendem a cozinhar, costurar e tratar bem seus futuros maridos. Tocante e intrigante, o filme de estreia da francesa/turca Deniz Gamze Ergüven é um excelente drama. Confira a crítica aqui.

13) Spotlight – Segredos Revelados (por Felipe Hoffmann)

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Um filme sem grandes malabarismos visuais ou destaques estéticos que se apoia completamente em uma história importante e um elenco extremamente competente. Seguindo o grupo de repórteres que investigou e divulgou vários casos de pedofilia cometidos por padres e acobertado pela Igreja Católica, Spotlight convence (e choca) pela força da sua mensagem, pelo roteiro bem construído e pela direção que extrai o melhor de Mark Ruffalo, Rachel McAdams e companhia. A simplicidade que construiu um novo clássico do filmes sobre jornalismo. Confira a crítica aqui.

 

12) Carol (por Guto Pizzol)

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Pensa em um filme bonito e requintado que merecia ter recebido muito mais atenção no Oscar? Esse é Carol. A premissa segue o romance proibido entre Carol e Therese através de um roteiro simples, um discurso extremamente sutil sobre preconceito, uma direção cheia de beleza e significado em todos os enquadramentos e, sem dúvida nenhuma, atuação mais do que perfeitas de Cate Blanchett e Rooney Mara. Um filme para assistir, se apaixonar e pensar muito sobre nossa sociedade. Confira a crítica aqui.

 

11) Invocação do Mal 2 (por Tiago Walker)

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Sequência do sucesso Invocação do Mal (2013) dirigido por James Wan, esse filme trazia o famoso medo (sem trocadilhos) das continuações ruins, e a dúvida de se conseguiria inovar. Felizmente, Wan se mostra um diretor impecável e fixa seu nome na lista dos diretores em ascensão. Baseado no caso do Poltergeist de Enfield na Inglaterra, registrado no final da década de 1970, acompanhamos a história de Janet e sua família, que vivem assombradas por espíritos malignos em sua casa, apesar dos eventos aparentemente inexplicáveis, a maior parte dos investigadores paranormais consideram que as irmãs queriam pregar uma peça e simularam tudo. Confira a crítica aqui.

10) O Quarto de Jack (por Guto Pizzol)

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Um filme lindo e emocionante que, se dependesse só de mim, estaria no topo de todas listas de melhores do ano. O Quarto de Jack conseguiu reunir um roteiro muito bem adaptado, uma direção que captou o olhar infantil como poucas e um elenco maravilhoso (liderado por Jacob Tremblay e Brie Larson, vencedora do Oscar de Melhor Atriz) para acertar os corações do seu público em cheio. Um filme que mexeu comigo de forma única e vai ficar marcado na minha memória por muito tempo. Confira a crítica do livro e do filme.

 

9) Mogli – O Menino Lobo (por Felipe Hoffmann)

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A última incursão da Disney pelas adaptações dos seus clássicos em live-action é a primeira delas que tem motivo para existir. Com uma história muito parecida com a do desenho original, o diretor Jon Favreau aproveita o uso de uma computação gráfica que beira o real para apresentar um show de efeitos especiais, dubladores extremamente competentes e momentos sublimes de nostalgia. A mistura entre fantasia e realidade resultou em uma nova e maravilhosa versão de Mogli. Confira a crítica aqui.

 

8) Os Oito Odiados (por Pardal)

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Oito desconhecidos presos numa estalagem no meio de uma nevasca. É o suficiente para Quentin Tarantino fazer mais uma de suas obras-primas. O diretor de Kill Bill e Django Livre nos leva dessa vez aos EUA pós Guerra Civil em um faroeste de primeira. Da primeira cena, com a tela preenchida do branco da neve, até a última, vermelha e cheia de sangue (típica de um filme tarantinesco), o diretor apresenta diálogos excepcionais, temas como racismo e posicionamento politico e um ambiente fechado claustrofóbico que também se torna amplo e detalhado com sua câmera 70mm. Adicione a excelente trilha, ganhadora de Oscar, do mestre Ennio Morricone e temos com certeza um dos melhores filmes do ano. Crítica Aqui.

7) A Bruxa (por Ricardo Savergenini)abruxa

Só tenho uma coisa pra dizer sobre esse filme: muito amor. O fato que mais me fez gostar dele é sua diferença em relação aos outros longas de terror que fazem sucesso hoje. A Bruxa consegue criar uma atmosfera de medo sem ter que apelar para sustos ou jumpscares a cada instante e isso se deve a uma ótima direção de Robert Eggers, uma fotografia maravilhosa e uma trilha sonora sinistra. Com certeza, um dos melhores filmes do ano até agora. Confira nossa crítica.

 

6) Capitão América – Guerra Civil (por Pardal)

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Capitão América: Guerra Civil é mais um acerto da Marvel. O filme coloca os dois principais heróis do universo cinematográfico da editora frente a frente dando oportunidade ao público de escolher seu lado, sem que o roteiro favoreça muito uma das partes, tanto que mesmo depois de terminada as sessões, ainda haviam defensores ferrenho de #TeamCap ou #TeamIron. A cena do aeroporto é sensacional, com uma ação fluida e totalmente compreensível, Homem-Aranha e Pantera Negra roubam a atenção e por fim, a cena da imagem acima é uma página de HQ aberta na tela do cinema. Os Irmãos Russo se consolidaram como os diretores de confiança da Marvel. Crítica Aqui.

5) O Regresso (por Daniel Pereira)

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A impressionante adaptação da história de Hugh Glass é uma obra-prima desse primeiro semestre, onde a estética se sobrepõe a própria história do filme. Além do Oscar de Melhor Direção (Alejandro Iñárritu), a brilhante fotografia de Emmanuel Lubezki mereceu levar a estatueta para casa. A história de vingança do guia de caçadores de peles apresenta um visual espetacular e ficará reconhecida por ser a que (finalmente) fez Leonardo DiCaprio receber o Oscar de Melhor Ator. Confira a crítica aqui.

4) Zootopia – Essa Cidade é o Bicho (por Pardal)

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Um filme de buddy cop com investigação, pitadas de suspense e também uma aula crítica sobre esteriótipos e preconceitos. Isso tudo numa animação Disney. Zootopia se faz de simples para tratar de temas complexos e atesta que uma animação pode e deve ser atrativa para todas as idades. Os mais novos se divertem com os “bichinhos fofinhos” que plantam uma lição importante em suas cabeças, enquanto os mais velhos aproveitam as inúmeras referências, a reflexão causada pelo filme e uma das melhores piadas com burocracia que vi nos últimos tempos. Zootopia é simples, mas subversivo e um dos melhores filmes do ano, sem sombra de dúvidas. Crítica Aqui.

3) Deadpool (por Daniel Pereira)

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Nosso terceiro lugar é a prova de que não é só a Marvel Studios que consegue juntar HQ’s e cinema de forma incrível. Sim, o sucesso de crítica e de bilheteria, o filme do “mercenário tagarela” mudou totalmente o padrão de filmes de heróis (nesse caso, anti-herói). O humor irreverente – e absurdamente cheio de referências – juntamente com as boas atuações do elenco principal (Ryan Reynolds, Morena Baccarin e T. J. Miller) fazem de Deadpool um dos melhores filmes desse semestre e provavelmente do ano. Confira a crítica aqui.

2) Rua Cloverfield, 10 (por Tiago Walker)

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Apresento-lhes um dos filmes mais tensos do ano, porque não da década? Uma jovem chamada Michelle sofre um grave acidente de carro e acorda no porão de um desconhecido. O homem, chamado Howard Stambler, diz ter salvado sua vida de um ataque químico que deixou o mundo inabitável e esse é o motivo pelo qual eles devem permanecer protegidos no local. Com excelentes atuações, excelente direção do estreante Dan Trachtenberg, uma montagem magnifíca e produzido pelo enigmático J.J. Abrams, esse suspense conquistou a segunda posição. Confira a crítica aqui.

1) Creed – Nascido para Lutar (por Guto Pizzol)

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A contagem acaba, a torcida vai a loucura com o nocaute e o título de melhor filme do semestre fica nas mãos (e luvas) de Creed. O longa, que remonta a típica história de superação no boxe sob o ponto de vista de Adonis Johnson, entregou tudo o que os maiores fãs do esporte e do grande Rocky Balboa queriam ver: lutas filmadas de forma espetacular, uma dose extra de emoção e uma interação perfeita entre o novo protagonista e Sylvester Stallone na melhor atuação da sua carreira. Com toda a certeza, um dos grandes injustiçados do Oscar. Confira a crítica aqui.