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TOP 15

Top 15: As melhores séries de 2017

Fizemos a tradicional lista de nossas preferências!

9 de Janeiro de 2018 - 22:48 - Tiago Soares

Mais uma vez, após uma votação e um cálculo complexo aqui na redação, separamos as 15 séries melhores séries de 2017. Tem pra todos os gostos. Drama, comédia, policial, originais Netflix, séries da HBO, retornos incríveis e até aquelas que a gente vai nos EUA só pra assistir.

Com um certo atraso confessamos – mas antes tarde do que nunca – e sem levar em conta as notas das respectivas críticas, nossa lista de melhores séries de 2017 está no ar:

 

15) 13 Reasons Why

Uma série polêmica – e, na minha opinião, necessária – que acerta em cheio na fotografia, na escolha certeira do elenco e na condução relativamente sensível da trama. Passa longe de ser perfeita, mas merece ser vista e discutida como um primeiro passo na discussão sobre um assunto tão complexo.

 

14) Sense 8

A segunda temporada da série mais LACRE, BERRO, GRITO e outras interjeições da atualidade trouxe com uma história que conseguiu se expandir, sem perder o carisma de seus personagens. Com um cancelamento precoce, Sense 8 mostrou que tinha gás e originalidade para continuar por muitas temporadas, mas o retorno não foi o esperado pela Netflix. Pelo menos teremos um final, que eu espero que seja digno.

 

13) Bates Motel

A último temporada da série baseada em Psicose e que começou desacreditada foi o ápice de uma narrativa que vinha culminando em um fim melancólico e irreversível. Quando uma série termina e você pára e pensa que outro final não encaixaria além daquele que foi mostrado, o sentimento de prazer é imenso.

 

12) Dear White People

A série se mostra corajosa por enfatizar o grande problema do racismo e apontar a vitimização de quem o pratica. Apesar dos diálogos simples em sua maioria, Dear White People se distância do enredo adolescente e dos dilemas amorosos dessa idade. A mensagem por trás consegue ser mais forte que a vida universitária. Os dramas expostos modernizam um tema pesado, botando o dedo na nossa cara para falar que o racismo está presente no dia a dia e que precisa ser combatido.

 

11) This is Us/Ricky and Morty (empate)

This is Us

Sem grandes apelos visuais, This is Us é o tipo de série que conquista o público pela história real e verdadeira, a capacidade de emocionar e as transições incríveis entre as linhas temporais. Isso sem contar o elenco que dá um verdadeiro show e merece os prêmios que ganha…

Ricky and Morty

Talvez seja cedo para dizer mas, ao lado de Bojack Horseman, Ricky and Morty carregue o título de melhor desenho de sua geração. A terceira temporada da animação foi simplesmente genial. O valor frívolo da vida é só a chama para uma surra de questionamentos existenciais e familiares que se faz presente a todo momento. Qual a sua importância no mundo? Quem é realmente importante para você? São apenas algumas perguntas feitas durante todos os 10 episódios da temporada. Ricky and Morty é atual, engraçada e crítica. Seu lugar aqui não é mero acaso do Universo.

 

10) Mr. Robot

Classificada com o selo orgasmo visual e narrativo do segundo semestre de 2017, uma das grandes dos últimos anos reencontrou seu caminho e entregou uma sequência de episódios impecável. Muitas sacadas de direção de cair o queixo, atuações magníficas, reviravoltas sólidas e até mesmo um episódio inteirinho em plano sequência. Segura essa!

 

9) The Leftovers

Damon Lindelof (roteirista de Lost e Prometheus) se redime nesta obra, que possui um final singelo e arrebatador, mostrando de fato que o importante são seus personagens. The Leftovers foi uma série de vida curta, mas com um fim que vai reverberar por longos anos.

 

8) Big Little Lies

Assistir os sete episódios que compõem essa minissérie – que foi renovada para mais uma temporada desnecessária – é uma experiência inesquecível e necessária. Recheada por uma narrativa brilhante, atuações poderosas e temáticas extremamente atuais, Big Little Lies é um acerto indiscutível da HBO.

 

7) Better Call Saul/Legion (empate)

Better Call Saul

– Depois de uma segunda temporada irregular, o spin-off de Breaking Bad limpou as subtramas desnecessárias, renovou seu foco e ganhou meu coração com um dos melhores episódios do ano.

Legion

Completamente surtada e diferente de tudo que já foi produzido dentro do universo mutante, Legion é uma série que diverte, mexe com o ponto de vista do espectador e passa por várias técnicas e estilos na construção de uma narrativa intensa, divertida e muito cinematográfica.

 

6) Mindhunter

Sem nenhuma pressa para terminar sua história, Mindhunter envolve o espectador, constrói um universo cheio de detalhes, entrega atuações de primeiro escalão (principalmente entre os assassinos), acerta em cheio na trilha sonora e, pra variar, surpreende bastante. É a junção perfeita entre crime, psicologia, suspense e David Fincher.

 

5) Stranger Things

A segunda temporada de Stranger Things já não chegava com o clima de surpresa que tinha causado um ano antes, em sua estreia. Mais madura, com personagens mais desenvolvidos, Bagulhos Sinistros conseguiu expandir seu universo, adicionando uma dose maior de mitologia em algo realmente interessante. Os Irmãos Duffer conseguiram se desvencilhar das referências aos anos 80 sem perder a nostalgia. Isso já faz parte da personalidade da série e a trama não precisa usar mais esse artifício como muleta para desenvolver suas histórias. Com apenas nove episódios, Stranger Things entrega arcos fechadinhos e passeia pelo humor, terror e suspense de um jeito que só a série sabe fazer.

 

4) Twin Peaks – The Return

A melhor experiência audiovisual do ano. David Lynch retorna ao seu produto de maior sucesso, após 25 anos, para nos deixar ainda mais boquiabertos. What year is this?

 

3) Narcos

Precisando se provar após a saída de seus protagonistas, a terceira temporada da série aproveitou a morte de Pablo Escobar para renovar seus caminhos e firmar-se como um dos grandes produtos da Netflix. É incrível como Pedro Pascal caiu como uma luva no comando de um roteiro ainda mais ágil, intenso e certeiro do que os anteriores.

 

2) American Gods

Marcado como um orgasmo visual e narrativo que marcou a primeira metade do ano, a adaptação do livro mais famoso de Neil Gaiman chegou às telinhas para expandir suas próprias mitologias, mexer com a cabeça do público, guiar os seres humanos à reflexões inimagináveis e, logicamente, abalar as estruturas dos programas de ação com muito slow motion e sangue.

 

1) Master of None

Essa foi a grande série vencedora da nossa lista. A segunda temporada de Master of None, que inclusive rendeu um Globo de Ouro para Aziz Ansari, consegue tocar em temas complexos e polêmicos, de uma forma sutil mas não menos incisiva, sempre com um humor irônico que, se não causa gargalhadas, deixa um sorriso desconfortável no canto da boca quando fala de racismo, xenofobia, direitos humanos, amor, raiva, cumplicidade e aceitação de si mesmo. Master of None surpreendeu demais por trazer episódios ainda mais belos que sua primeira temporada, com o roteiro esplendorosamente mais refinado. Uma série que merece ser vista, pela sua originalidade, seu bom humor e pela qualidade técnica.


Menção Honrosa – The Handmaid’s Tale

Grande vencedora do Emmy e do Globo de Ouro, The Handmaid’s Tale ficou de fora da nossa lista porque pouca gente da redação viu, mas merece reconhecimento e o posto de menção honrosa. A série do Hulu, que chega no Brasil em abril pela Paramount Channel é um retrato doloroso de um futuro distópico e cada episódio é uma pancada. ASSISTAM!