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Livros e HQ’s: Dr. Estranho – Prelúdio do Filme

1 de novembro de 2016 - 18:00 - Tiago Soares

Uma história apenas para os ansiosos.


doutorestranhopreludio-capaEm vez de tradicionalmente estrear na quinta, dia 03, a Disney resolveu aproveitar o feriado e lançar Dr. Estranho por aqui amanhã, no dia 02, com pré-estreias acontecendo a partir da meia-noite de hoje. A história que abordaremos hoje trata dessa ansiedade, afinal ela não precisava existir, e só serve pra você que quer conhecer um pouco mais do MCU (Marvel Cinematic Universe).

Assim como aconteceu com outros filmes, a Marvel resolveu lançar um HQ prelúdio de Dr. Estranho, e assim como quase todas as outras, ela ajudou um pouco a nos ambientar no universo novo que queria trazer, mas infelizmente não fez isso muito bem. É até frustrante encerrar uma série de críticas das HQs do Mago Supremo com essa história rasa e desinteressante.

Lançada em duas edições, o prelúdio do filme do Dr. Estranho foca sua primeira parte em Kaecilius (o vilão vivido por Mads Mikkelsen no longa) e em Wong (um dos mestres das artes místicas, interpretado por Benedict Wong). Com isso sabemos que ambos faziam parte do mesmo grupo de mestres e se unem para lutar contra uma misteriosa feiticeira que rouba um artefato (um cetro) de um museu em Londres. Apesar de poucos detalhes sobre o artefato, sabemos que ele é poderoso e capaz de trazer escuridão a mais forte luz.

O texto de Will Corona Pilgrim é sucinto demais e quase não o vemos trabalhar aqui, mas desde já sabemos que Kaecilius tem um ego enorme e é um mago egoísta, querendo resolver tudo sozinho. Com pouco texto o que sobra é a arte de Jorge Fornés, que apresenta contradições com aquilo que vimos nos trailers de Dr. Estranho, usando elementos e símbolos diferentes, os desenhos soam muito confusos e é difícil saber o que acontece aqui.

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Na segunda história aprendemos sobre Kamar-Taj, o santuário no qual reside a Anciã (interpretada por Tilda Swinton no filme) e Karl Amadeus Mordo (vivido por Chiwetel Ejiofor). Dessa vez mais um objeto é roubado, a flecha de Apollon e cabe a ambos recuperá-la de um grupo de ladrões que ameaçam Kamar-Taj. Eles, sem possuir nenhum poder além da flecha, são fracos e o conflito em si acaba se resolvendo rápido demais, o texto de Will Corona Pilgrim destaca apenas o cansaço iminente da Anciã (abrindo as portas pra Stephen Strange). A arte melhora nessa segunda edição e Jorge Fornés foca nos movimentos da Anciã em detalhes, fazendo deles um trabalho minucioso, além dos feitiços e movimentos que parecem mais com a versão em live action.

Dr. Estranho – Prelúdio acaba servindo mais para aqueles que não aguentam esperar para entrar no novo universo da Marvel, o da magia. Como história isolada é dispensável, mas pode ser relevante como um todo, por isso corra para o cinema e tenha um bom filme, em nome de Vishanti!