Crítica: Quando as Luzes se Apagam

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Visualmente incrível, terror peca na trilha sonora “do susto”


242656.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxBaseado no curta metragem homônimo de David F. Sandberg, Quando as Luzes se Apagam (Lights Out) chamou a atenção de James Wan, o mestre de terror da atualidade, que convidou Sandberg para dirigir a continuação de Annabelle, além de produzir o longa em questão. O terror apresenta uma ideia simples, um entidade chamada Diana (com um design que vai ficar na cabeça), aparece quando não há luz.

No longa temos os irmãos Martin (Gabriel Bateman) e Rebecca (Teresa Palmer), que são atormentados pela criatura, aos poucos eles percebem que a misteriosa Diana (Alicia Vela-Bailey) tem um passado misterioso e tenebroso com a mãe deles Sophie (Maria Bello), resultando naquele clássico segundo ato investigativo. Em seu filme de estreia, Sandberg consegue imprimir um horror visual excelente, usado de maneira incrível.

Estendendo o conceito do curta, Sandberg usa todas as luzes ao seu favor, fazendo uso de luz natural na maioria das vezes, consegue imprimir uma marca única ao longa, que ao longo de poucos 81 minutos, faz uso de celulares, velas, luz negra (uma surpresa excelente quando usada) e faróis de carros, rendendo uma das melhores cenas do filme envolvendo Bret (Alexander DiPersia) namorado de Rebecca. Teresa Palmer consegue transmitir todo o desespero de alguém que já passou por esse trauma e não quer revivê-lo, uma boa atuação de seu irmão vivido por Gabriel Bateman também tem o horror estampado na face, além da pena que sente por sua mãe, uma mulher depressiva e atormentada pelo passado, vivida por Maria Bello que dispensa apresentações, apesar de sentir falta de um desenvolvimento maior da personagem, claramente prejudicada pelo roteiro.

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Lights Out é um terror com nuances de drama familiar e depressão, já usadas em The Babadook, e melhor explorados lá. A trilha sonora de Benjamin Wallfisch incomoda por antecipar o susto, além de usada em excesso em momentos que o silêncio seria melhor. Uma certa forçação de barra, dando a entidade o poder de apagar as luzes, afeta uma produção que tinha tudo pra deixar a naturalidade falar por si. Já falado aqui, um melhor desenvolvimento da mãe dos protagonistas seria melhor, já que a mesma tem papel fundamental no final da produção.

Quando as Luzes se Apagam, foge de algumas resoluções óbvias em dados momentos, mas acaba caindo no mesmo óbvio nos quesitos mais simples. Mesmo assim, a produção tem uma boa edição e junta o segundo e o terceiro ato, de tal maneira, que mantem o espectador de olho na telona.


Obs: Confira o curta que deu origem ao longa:

odisseia-08

 

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