AODISSEIA
Games

A E3 2016, o foco no e-sports e a importância da experiência para cada jogador

16 de junho de 2016 - 16:00 - felipehoffmann

A era da imersão


A E3 é o evento mais importante do ano para indústria dos games, onde as grandes empresas do setor mostram pro mundo suas novas ideias, jogos e conceitos para um futuro próximo. E em 2016 os olhos foram voltados para um jeito de jogar diferente, onde cada jogador é importante e sua experiência pessoal é levada muito a sério. Cada um interage de forma singular, portanto cada história precisa ser única e suas interações tendem a ser expressamente pessoais. Tudo isso aliado a competitividade, integrada aos módulos multiplayer dos games e a um setor que vem crescendo uma enormidade, chamado e-sport.

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O e-sport é um gênero novo, porém muito promissor. Basta ver a popularidade de LOL, que se apoia demais nas competições “à vera” para promover o jogo. Estádios ficam lotados para ver os times em diferentes partidas, recheado de técnicas e estratégias. A EA viu nisso um ponto de apoio que pode ser muito próspero para o Madden. A empresa californiana criou uma plataforma pioneira, onde os jogadores podem se organizar e criar suas próprias ligas, chamando a galera pra jogar e botar dinheiro no negócio. É a primeira tentativa do tipo, já que até então, tudo era feito de forma independente. Madden NFL é a franquia de futebol americano da EA e o esporte é simplesmente o mais popular dos EUA. Preparar esse tipo de plataforma é pisar num terreno pouco andado até então e mergulhar num oceano de oportunidades e dinheiro.

Usar um jogo da NFL é apenas o início. Caso a tentativa se confirme rentável, a empresa tem tudo para voltar seus olhos à América do Sul e Europa, onde a franquia FIFA é extremamente popular. Usar um esporte americano, nos EUA é apenas um termômetro e um teste para tudo que pode vir daqui pra frente. Os atletas do e-sport tem muito a ganhar com esse tipo de ação e isso, claro, pode ser um catalisador para as outras empresas do gênero que também desejam jogar esse jogo.

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Outro ponto de destaque da E3 esse ano foi a quantidade de títulos com foco no Multiplayer. Essa é uma tendência que já vem de uns anos pra cá e que ganha sempre mais adeptos. A primeira edição de Titanfall por exemplo, foi lançado somente com o modo multiplayer e sem a campanha. O novo título da famosa série Gran Turismo, chamado agora de SUPER, vai contar com um sistema todo diferenciado para corridas, com jogadores de todas as partes do mundo. Gears of War, Halo, Scalebound, Forza, Battlefield, Star Wars e Call of Duty foram mais alguns títulos que dedicaram grande parte do desenvolvimento para as jogatinas multiplayer.

É inegável também, notar um desprendimento da indústria em lançar jogos sem um conteúdo interessante ou com uma boa história por trás. A Sony esse ano foi avassaladora nesse sentido, divulgando histórias profundas e que realmente podem mexer com o jogador. O sucesso de The Last of Us e Uncharted provam isso. Um novo God of War, The Last Guardiam, Horizon: Zero Dawn, Resident Evil VII e até Final Fantasy mostram essa face. São títulos que imergem o gamer, provocando diferentes sensações em cada um. São estilos diferentes de jogatina, porém o interagente tem a oportunidade de desfrutar um universo totalmente singular, com histórias fantásticas.

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Isso claro, sem esquecer do VR. A capacidade do gadget em te colocar dentro da cena é absurda, por isso as desenvolvedoras apostam tanto no produto. A série Resident Evil anunciou seu novo título já com a capacidade de usar o VR e foi, a primeira vista, impressionante. Acredito que os jogos de terror tem muito a ganhar, mexendo justamente com a capacidade cognitiva do cérebro, em assimilar o que é real e o que é virtual. Os vídeos espalhados pela internet provam isso, com pessoas apavoradas jogando Outlast ou descendo uma montanha-russa, mas é preciso ter cuidado, ja que não se sabe ao certo quais os danos que esses títulos podem causar ao cérebro.

A indústria dos video-games está passando um momento de transição extremamente importante. Todo esse interesse em colocar o jogador no lugar do personagem é fantástico, mas ao mesmo tempo assustador. Contudo, é inegável a capacidade de renovação das desenvolvedoras e a grande contribuição que dão à classe artística. São jogos cada vez mais reais, bonitos e interativos e é impossível precisar onde isso tudo vai chegar. Estamos vivendo a mudança e isso só vai ser mais perceptível daqui uns anos.